
Scrupulous – “Ostia And Genocide” (2021)
Heavy Metal Rock
#DeathMetal, #ThrashMetal, #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Massacre, Morbid Angel, Obituary, Deicide
Nota: 9,0
A banda Scrupulous foi formada no já longínquo ano de 1992, mantendo-se na ativa até 1997. Em 2019, após retorno das atividades, e por incrível que possa parecer, “Ostia And Genocide” – lançado somente em 2021 – foi o primeiro álbum completo desse trio de Itabúna, Bahia, que conta em sua discografia com apenas duas demos e um split.
Em “Ostia And Genocide” temos – sem por nem tirar – o típico, perfeito, visceral, caótico e clássico Death Metal Old School, calcado fortemente na sonoridade de bandas da safra dos anos 90, como Obituary, Deicide, Massacre, Morbid Angel e o próprio Death. Se você acha que escutará nesse trabalho invencionismos ou sonoridades mirabolântes pode tirar o cavalinho da chuva, pois o negócio aqui é ‘roots’ até dizer chega, ou seria, continue? Crueza, rispidez, vocais urrados e infames beirando a podridão, guitarras furiosas e andamentos precisos como britadeiras, tudo isso com brutalidade e velocidade como um serial killer pronto para apunhalar sua vítima a sangue frio querendo se livrar do corpo sem deixar pistas!
Até mesmo em alguns breves momentos cadenciados, como na faixa título, vão te machucar, e acredite, como todo fã do estilo, vai gostar! O clima sombrio e mórbido em algumas conduções de teclados dão aquele tempero pútrido que ambienta ainda mais a agressão das dez faixas desse petardo (nove, se desconsiderarmos a introdução inicial). Para completar o pacote, as letras são um destaque a parte, já que no encarte temos as traduções e comentários das mesmas. Teores altamente blasfemos e anticristãos nos remetem rapidamente ao Deicide, mas com uma sonoridade mais, digamos assim, indo para o que o Massacre fazia, só que com toques de Dismember e altas doses de Morbid Angel dos dois primeiros e clássicos álbuns.
Death Metal reto, denso e devastador cheio de riffs encorpados que, com certeza, trará aquele sorriso dos velhos fãs do estilo de volta com facilidade. Eu duvido que esses não vão cair na porradaria ao som de faixas como “There’s An Emptines That Weights On My Shouders“, “Causing the Rascal to Fury”, “Rotten Primacy” e “In The Crow’s Beak”. Até mesmo a assustadora e arrastada faixa “Dark Womb”, totalmente Death/Doom Metal, talvez a mais trabalhada de todo o álbum e que conta com a participação de Eduardo Slayer da banda The Cross nos vocais, vai mexer com as entranhas do ouvinte.
Definitivamente, abram os olhos – ou melhor, os ouvidos – para o som desses caras! Se a ideia era resgatar a essência do estilo com competência de sobra, temos que bater palmas de pé, pois conseguiram com êxito! Que não demorem mais tanto tempo para soltar outro material!
Johnny Z.







