
Burning Point – “Arsonist of the Soul” (2021)
AFM Records | Shinigami Records
#PowerMetal, #MelodicMetal
Para fãs de: Firewind, Edguy, Dream Evil
Nota: 6,0
Power metal. Finlândia. Apesar da alma cansada, quando ouvimos as “palavras-chave”, os ouvidos se atentam com um fio de esperança de sangue novo em um corpo já desgastado. Principalmente vindo do berço do metal melódico. Sei como se sente, meu caro leitor.
O Burning Point vem com seu oitavo álbum de estúdio, “Arsonist of the Soul”, para tentar galgar novos ares na sua carreira. Oitavo álbum e você quase não ouve falar? Pois é. Mau presságio do que está por vir. Sejamos justos, a banda é bastante competente em termos de execução. E em relação à qualidade das composições que entregam.
Bom, eles fazem o que se propõem a fazer, e nada mais que isso. Há muito de Firewind e Edguy antigo no som, mas aí está o ponto negativo. Acabam sendo genéricos demais, homogêneos demais em sua composição. E em relação ao tipo de som que buscam apresentar, a sensação é de que já vimos isso sendo feito. E sendo feito muito melhor.
Ao ouvir o último álbum dos caras, percebemos que agora decidiram partir para uma abordagem mais agressiva, sombria e “na lata”. “Arsonist of the Soul” é o álbum de estreia do vocalista italiano Luca Sturniolo, que tem uma boa voz, interpretando as canções com competência e personalidade, felizmente evitando os clássicos agudos destruidores de tímpano. Na faixa de abertura “Blast in the Past”, a banda tenta mostrar a que veio, e é um bom resumo do restante do álbum. Há alguns destaques interessantes, como as velozes “The Calling”,“Fire With Fire” e a faixa-título, uma midtempo que te faz bater cabeça sem que perceba.
As canções completam o checklist do power clássico com refrãos para serem cantados em coro, linhas melódicas que tentam grudar na sua cabeça e bumbos em sextinas na velocidade da luz. Tive a impressão de que, se pudéssemos selecionar algumas músicas e trabalhá-las melhor harmonicamente, teríamos um EP legal. Mas as faixas-para-boi-dormir arrastam o álbum para o marasmo como um redemoinho.
Ouvi o álbum sem muitas expectativas e, graças a isso, não fui decepcionado. Na “Corrida Maluca” do power metal europeu, o Burning Point nunca esteve na liderança e aparentemente não tem trazido material consistente o suficiente para estar. É uma audição mediana, que não acrescentará muito ao seu repertório mental; mas ainda assim é bem executado e produzido. Caso esteja no humor para um power metal farofa, você não sairá imerso em desgosto, mas dificilmente se juntará ao fã clube da banda.
Will Menezes









