
Muito se comentou sobre “Master Of Puppets”, clássico do Metallica lançada em 1986, ter aparecido com grande destaque na série da Netflix, Stranger Things.
Logicamente, por termos o personagem Eddie Munson executando na guitarra essa faixa dentro da história foi um motivo grande para estardalhaço na imprensa e nos quatro cantos do mundo, sendo você ou não fã de Rock/Metal, ou até mesmo do Metallica.
Vale lembrar que outras séries recentemente usaram músicas de Rock e principalmente Metal em suas histórias, sendo elas por trilha sonora ou até mesmo com certo fundamento na história.
A série Peacemaker, da HBO Max, usou muitas bandas de Hard Rock em sua trilha sonora, como por exemplo a maravilhosa faixa “Do Ya Wanna Taste It?”, do Wigwam, que para quem assistiu a série jamais escutará novamente essa música da mesma maneira, e, principalmente, jamais teria ouvido se não fosse a série.
A série DARK, também da Netflix, teve em um dos seus episódios a faixa “Pleasure To Kill”, do Kreator!
Agora, novamente, a série Cobra Kai (mais uma da Netflix) usou e abusou desse mesmo recurso e uma das faixas usadas foi “Unchained”, do Van Halen. Vale lembrar que a mesma série já usou em outras temporadas muitas faixas, referências e até brincadeiras que todo fã de Metallica, Exodus, Iron Maiden, Van Halen etc pegaram em questão de segundos. Já tivemos Twisted Sister, AC/DC, Van Halen, Ratt, Whitesnake, Quiet Riot etc! E seu personagem principal Johnny Lawrence aparece sempre usando alguma camiseta ou ouvindo no seu carro. Simplesmente maravilhoso!
Ok, até aí não foi novidade nenhuma para quem vive na Terra. O que queremos dizer é o quanto é importante essa prática nos dias de hoje, onde o besteirol e o mal gosto imperam principalmente nas redes sociais e aplicativos ridículos de “dancinha” que não te levam a lugar nenhum que não seja o insignificante.
Toda essa ação envolta do Rock/Metal, que um dia já foi gigante para os jovens e adolescentes há algumas décadas, ao nosso ver é SIM benéfico para essa geração que acha o simples gesto de mostrar seu corpo, dançar feito palhaços, criar desafios perigosos que podem causar até a morte, o “máximo”. Sem contar o uso de “músicas” de gosto duvidoso, mal-educadas e sem conteúdo nenhum.
Sim, o Metal já teve “palavrões”, “exposições sexuais” etc, lá no início dos anos 90. O Raimundos fazia (muito bem) isso e todo mundo aplaudia, mas sinto informar-lhes que NAQUELA ÉPOCA existia inocência e humor. Era engraçado, era legal demais! Hoje NÃO EXISTE MAIS ISSO e você sabe bem o motivo.
Respeitamos as escolhas e gostos, mas não significa que somos obrigados a aceitar besteirol e mal gosto para soar politicamente correto. Mesmo música sendo diversão, coloque a mão na consciência e diga se acharia legal ver sua filha/filho se expondo sexualmente na internet ou até mesmo pessoalmente perante uma multidão de depravados. Óbvio que não. E não adianta vir dizer que dá educação e ensina direitinho para evitar o pior, o simples fato de você “rir” ou “achar bonitinho” um vídeo “inocente” de tiktok não mostra nenhum tipo de ensinamento, pelo contrário, está incentivando. Pode chiar à vontade, mas aceita depois que dói menos!
Voltando ao Rock/Metal, foco desse texto, temos que agradecer a inclusão desse gênero em séries, novelas, programas, ou seja lá o que for, dentro de um meio “mainstream”, pois dessa maneira a juventude desvairada de hoje vai prestar atenção nessas músicas, nesses artistas por conta de “estar na mídia” e sendo ou não um novo fã dos estilos, vai acabar gostando por conta de ser a “música da série x”. A memória afetiva foi cravada e ninguém, tirará isso. Nem o tempo. Isso, em muitos casos, pode SIM fazer com que as crianças, jovens e adolescentes prestem atenção a algo que realmente agrega, pois há músicos reais por trás e não apertadores de botões ou dançarinas mostrando buracos que nem ele(s)/ela(s) sabiam que existiam.
Novos fãs são criados com toda essa onda e não existe a menor possibilidade de algum ser humano com o mínimo de inteligência dentro do Rock/Metal falar que é algo nocivo para o estilo! Quem nunca sonhou lá nos anos 80 em ver sua banda favorita explodindo de sucesso e tocando em todo lugar? Quanto mais exposição, mais fãs, mais bandas, mais músicas e menos “papagaiada”.
Fãs dessas bandas, ou melhor, energúmenos que as escutam e se acham os sabichões, sendo contra e falando asneiras a respeito é o fim da picada. Temos que agradecer SIM toda essa exposição e torcer para que tenhamos cada vez mais.
Pensem: Se o lixo se propagou tanto, podemos revertê-lo com coisa boa sendo divulgada cada vez mais. Se você discorda disso, está no lugar errado. Vai lá fazer textão no “feicebook”, dando ibope e aumentar os algoritmos/popularidade para o que não presta, ao invés de espalhar a palavra sobre coisas boas, agregadoras ou que gosta.
Não estamos aqui colocando que o Rock/Metal é maior e melhor que tudo, longe disso, cada um pode e deve gostar do que quiser. Gosto não se discute, mas o ruim se lamenta (risos).
Cultue e perpetue coisas boas! O mundo precisa disso, ou viveremos para sempre num limbo (in)cultural incurável.
Johnny Z.









