H.E.A.T. – “Force Majeure” (2022)

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H.E.A.T.“Force Majeure” (2022)
Frontiers Music | Shinigami Records
#HardRock, #AOR, #MelodicRock

Para fãs de: Europe (anos 80 e 90), Firehouse, Eclipse, Crazy Lixx

Nota: 8,0

Os anos 80 realmente estão de volta!

Top Gun no cinema, Kate Bush nas paradas, a Russia envolvida em uma guerra… e para corroborar toda essa nostalgia, bandas lançando álbuns que soam como a melhor das décadas.

Um desses exemplos é o sétimo álbum do H.E.A.T., intitulado “Force Majeure”, que traz o retorno de seu vocalista original Kenny Leckremo e conta com Jimmy Jay (baixo), Jona Tee (teclados), Crash (bateria) e Dave Dalone (guitarras).

Uma mudança de vocalista costumeiramente influencia em um redirecionamento musical, por isso acredito que Leckremo fosse o único capaz de (re)ocupar essa vaga, sem tentar copiar o que vinha sendo feito, e, principalmente, comprometer a base de fãs.

Neste novo trabalho a banda abre mão de alguns elementos diferenciais que povoaram outros momentos de sua discografia e investe pesado na famosa mistura de Hard Rock/Rock Melódico embrulhada em refrãos monumentais, solos estratosféricos, produção grandiosa, riffs absurdos e melodias de tirar o fôlego.

Seguindo as pegadas deixadas pelo Europe da década de oitenta e noventa, onipresente por todo o álbum, a banda abre com uma dobradinha matadora! “Back To The Rhythm” e “Nationwide” são melodicamente avassaladoras e formam um tour de force excepcional!!

Após essa alta octanagem inicial o álbum possui outros momentos marcantes, como: a enérgica “Not for Sale”, a cadência de “Tainted Blood”, o “guilty pleasure” extravagante de “Hollywood”, a bombástica “Hold Your Fire” e, considerada por muitos a melhor música do álbum, a vertiginosa “Wings Of An Aeroplane”.

É facilmente perceptivel que a banda está “on fire”, mas em diversos momentos a sensação de lugar comum invade e isso não apenas dilui o impacto inicial, como não deixa a banda se diferenciar de seus pares e o álbum acaba perdendo força.

Existe vida no H.E.A.T. sem Erik Grönwall? Com certeza! Ainda mais com uma performance acima da média de Leckremo que brilha e demonstra uma energia contagiante em meio a riffs, solos e refrãos maciços. Duvida? Embarque nessa vibrante viagem e descubra por si mesmo.

João Paulo Gomes

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