Rhapsody Of Fire – “Legendary Years” (2017)

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Rhapsody Of Fire – “Legendary Years” (2017)
AFM Records
#PowerMetal#MelodicPowerMetal

Nota: 4,0

Muito difícil falarmos sobre um novo lançamento ruim de uma banda que ao longo do tempo, aprendemos a gostar. Diante das diversas mudanças no lineup ocorridas nos últimos anos, é elogiável o fato de a banda ainda continuar na ativa; por muito menos outras bandas clássicas, ou não, encerraram precocemente as suas atividades.

A fórmula de Symphonic Power Metal utilizada pela banda há mais de 20 anos, começou a apresentar sinais de desgaste após o álbum “Power of the Dragonflame” (2002) que marcou o fim da saga “Emerald Sword”. Na segunda saga, via-se que a banda não tinha mais aquela pegada e criatividades elevadas a potências estratosféricas que marcaram sua trajetória até então. Sabendo disso, a atual formação resolveu regravar clássicos dessa fase dourada da banda, contendo registros dos 5 primeiros lançamentos, justamente músicas da 1ª saga.

A atual formação conta apenas com o líder e tecladista Alex Staropoli da formação clássica e, junto com ele, este álbum nos apresenta seu novo vocalista, Giacomo Voli, além de Alessandro Sala (baixo) e Manuel Lotter (bateria). Comparações com os integrantes clássicos são inevitáveis e o que mais chama a atenção é a disparidade técnica entre Voli e Fabio Lione.

Algumas músicas como “Flames of Revenge”, “Land of Immortals”, “Legendary Tales” e “When Demons Awake” até ficaram interessantes, com resultados próximos aos originais; mas hinos como “Dawn of Victory”, “Emerald Sword”, “Wings of Destiny”, “Holy Thunderforce” e “Rain of a Thousand Flames” ficaram sem pegada, sem peso, e com Voli não conseguindo alcançar o mesmo tom agudo de Lione nas passagens mais agressivas. Até na parte instrumental, ouve-se que algumas notas não foram alcançadas ou então foram propositalmente modificadas.

A banda correu um risco com esse lançamento: regravar clássicos é caminhar por um terreno acidentado, cheio de pedras no caminho. E o resultado, realmente não foi dos melhores. Que o primeiro registro de inéditas nos mostre uma banda renovada; e com desejo de mostrar que ainda tem muita lenha pra queimar. Caso contrário, será mais uma banda fadada a viver do passado e de seus clássicos compostos a duas décadas atrás. É esperar para ver!

Mauro Antunes

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