Delain – “Dark Waters” (2023)
Napalm Records
#Delain #SymphonicMetal #NapalmRecords
Para fãs de: Nightwish, Xandria, Within Temptation
Nota: 8,0
Trocas de vocalista costumam ser traumáticas, mas no caso dos holandeses do Delain, perder a estrela Charlotte Wessels não significou redução de qualidade. Pelo contrário, Diana Leah fez excelente trabalho em “Dark Waters” – que não fugiu da fórmula do Symphonic Metal empolgante dos últimos registros.
Um grande acertou foi compreender que a fórmula apurada ao longo dos discos mais recentes não foi esgotada, portanto, recrutar uma cantora de timbre parecido não é problema. Logo de cara, “Hideaway Paradise” captura o fã da era “Hunter’s Moon”, com o mesmo tipo de construção de versos e melodias.
Outro ponto positivo foi a coragem de colocar as melodias (de verso e refrão) em evidência no arranjo – com o instrumental servindo à mensagem. O ponto fraco fica definitivamente com a incapacidade de explorar mais as guitarras, com tímidos riffs mais chamativos em “Queen of Shadow”.
Já as participações especiais contribuíram muito, principalmente a do veterano Marko Hietala em “Invictus”, que também traz a voz de Paolo Ribaldini como convidado. É bem verdade que o timbre rasgado do finlandês poderia ter sido melhor explorado, mas qualquer fã do estilo já fica feliz de voltar a ouvir sua voz em uma canção depois de sua abrupta saída do Nightwish.
“Dark Waters” ganha por não mexer no time que estava ganhando. A substituição das cantoras se deu de forma natural e o resultado foi um disco que segue na linha evolutiva da banda.
Gustavo Maiato





