Low Levels of Serotonin – “In The Entrails Of My Mind” (2022)
Heavy Metal Rock
#DoomMetal #MelodicDeathMetal
Para fãs de: Paradise Lost, Opeth
Nota: 8,0
Capitaneado pelo vocalista/multi-instrumentista Wilian Gonçalves (ex-Desdominus), o Low Levels of Serotonin chega em seu segundo álbum com bastante força e crueza (sendo um intervalo de 3 anos desde seu debut) entregando muito do que conhecemos da carreira do músico e também buscando inovações naturais do estilo e suas derivações.
Assim como o trabalho de estreia, “In The Entrails Of My Mind” foi disponibilizado através do selo Heavy Metal Rock e têm em sua essência o lado obscuro e denso do Doom Metal atual, mas, ao meu ver (e acredito que propositalmente), uma produção que nos remete aos tempos áureos do gênero, bem como outras influências ainda mais extremas que flertaram e ajudaram todo o cenário crescer em base disso.
São ao todo 8 faixas (contando uma intro) com uma média de 3 minutos e meio cada (sendo uma passando dos 4 minutos e duas com pouco mais de 5 minutos), o que da um respiro interessante e benéfico pois assim não soa cansativo ou longo demais, algo que você teria que apreciar com muita calma ou tempo reservado, pelo contrário, algumas faixas como “Coming Home” e “My Piece of Shade” podem facilmente cair nas graças de suas playlists diárias.
A única faixa em português, “O Último Anseio”, também chama atenção por sua dinâmica acessível, bem como a excelente “Lost In Time”, uma das melhores e única com letra produzida por Wilian.
As participações de Guilherme Malosso (Motherwood), e Tiago Tzepesch são muito bem-vindas (este último, responsável por algumas letras), assim como seu ex parceiro de Desdominus e que também atual em um projeto muito bom, o Deep Memories, Douglas Martins, fazem deste uma evolução sonora, ao meu ver lapidado com cuidado e pronto para o projeto deslanchar.
É possível que alguns pensem na crueza de certos momentos, não é un registro focado em soar “digital” ou “moderninho”, ao meu ver a precisão de suas linhas e viradas chamam atenção justamente pelo lado “Old” que é mostrado com clareza, então de modo geral, seja paciente caso sua expectativa esteja em ouvir “mais uma banda com groove no talo e vocais rasgados”… aqui o papo é mais clássico e dos bons.
Seja você fã antigo ou novo do Death/Doom Metal, o fato é o projeto pode lhe entregar boas sensações e lhe remeter ao passado não tão distante de nomes gigantes do gênero.
Vinny Almeida





