Aborted – “Vault of Horrors” (2024)

Aborted - Vault of Horrors
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Aborted – “Vault of Horrors” (2024)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #Deathcore

Para fãs de: Cattle Decapitation, Benighted, Exhumed

Texto por Lucas David

Nota: 10

O Aborted já está na estrada há um bom tempo e os que gostam de um Death Metal técnico e brutal já conhecem os trabalhos da banda, mesmo que eles não tenham alcançado o mainstream tanto quanto outros grupos do gênero. Felizmente eles nunca deixaram de mostrar que são fortes, lançando grandes discos consecutivamente, e confirmaram isso com seu novo álbum, “Vault of Horrors”.

Logo de cara o álbum chama a atenção por ter em cada música um convidado especial, vindos de bandas igualmente ótimas, o que torna a experiência ainda mais convidativa. Outro ponto importante é que cada música remete a um filme de terror, algo que a banda sempre demonstrou gostar, se inspirando em filmes como O Enigma de Outro Mundo, Hellraiser, Halloween e etc.

O Aborted adicionou a modernidade em seus discos mais recentes e felizmente isso fez com que eles demonstrem ótimas passagens de Deathcore, como podemos ver na faixa de abertura, “Deadbringer”. Ela começa com um ataque frenético na bateria, riffs de guitarra que nos remetem ao Lorna Shore, os vocais de Sven Du Calwué e Ben Duerr, do Shadow of Intent, soando monstruosos e épicos. Na sequência “Condemned To Rot” mantém a velocidade no máximo, com um solo cheio de melodia e com a participação de Francesco Paoli (Fleshgod Apocalypse).

“Death Cult” é brutalidade pura, com alguns momentos mais cadenciados e a divisão de vocais acontecendo entre Du Calwué e Alex Erian, do Despised Icon. Um destaque na faixa é a aula de bateria que Ken Bedene proporciona, soando como uma máquina sem controle, mas com uma precisão cirúrgica, atrás do kit. Em “Hellbound” temos um dos melhores solos do álbum, cheio de melodias e feito para destruir sua cara, e com os vocais do monstro Matt McGachy (Crypstopsy).

“Insect Politics” é a mais curta do disco e mostra uma banda incansável, com cada um dos músicos entregando a perfeição em suas funções. Essa faixa é uma das que mais se assemelha ao Deathcore, tanto pelo breakdown insano presente como pelo “Bleeegh” que o vocalista do Ingested, Jason Evans, entrega no meio da música. Outra que segue o mesmo caminho é “The Golgothan”, que logo no início já entrega um breakdown excelente até despencar em uma viagem alucinante com a participação de Hal Microutsicos, do Engulf.

Além de todo esse trabalho musical apresentado, a banda ainda conta com uma capa excelente para o disco, com referências aos filmes citados, VHS, capas de outras bandas de Death Metal e uma “escultura” feita por Larry, o protagonista do disco, como disse o próprio vocalista em um unboxing do novo álbum.

O Aborted mostrou que a chama do metal ainda está acesa e com uma atitude que poucas bandas mostram nos dias de hoje. A junção do som já conhecido pelos fãs, músicos convidados do mais alto escalão e abraçando a modernidade faz deste seu melhor álbum até agora, e um forte candidato a melhor do ano. Recomendado!

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