Phil Campbell and the Bastard Sons – “Live At Solothurn” (2017)
Motorhead Music
#RockAndRoll, #HeavyMetal
Nota: 8,5
“Bem-aventurados aqueles que ouvem a palavra de Deus”, diz a Bíblia. Por 32 anos, Phil Campbell não só ouviu a palavra como também ajudou a pregar o evangelho a toda criatura, gravando um total de 16 álbuns de estúdio com o Motörhead e percorrendo o mundo em turnês que vez ou outra deram origem a um disco ao vivo. Com a prematura ascensão de nosso senhor e salvador Lemmy Kilmister aos céus do Jack and Coke em dezembro de 2015, Campbell de cordeiro virou pastor. Dois meses se passaram até o guitarrista, com muito bem-vinda ajuda de Chris Fehn (Slipknot), entrar em estúdio e iniciar os trabalhos como artista solo. O EP “Phil Campbell And The Bastard Sons” seria lançado em novembro de 2016.
Na maior prova de que Deus não abandona os seus, Campbell assinou com a Nuclear Blast — “lar de grandes grupos, alguns dos quais também são bons e velhos amigos” — para o lançamento do primeiro álbum, que começará a ser gravado tão logo a temporada de festivais de verão europeus chegar ao fim. E é para promover os shows que farão em alguns desses festivais que o ao vivo “Live At Solothurn” chegou às plataformas digitais no fim de junho. Apesar da carência de informações na rede, tudo indica que o material data de apresentação realizada em 20 de outubro de 2016.
Acompanhado por seus filhos Todd (guitarra), Tyla (baixo) e Dane (bateria) e pelo vocalista Neil Starr, Campbell entrega um EP consistente e bem-gravado. Enquanto na parte instrumental, os filhos bastardos (que não são bastardos) não negam a linhagem, no microfone Starr exibe toda a energia dos tempos de Attack! Attack! UK, sua ex-banda que obteve destaque no cenário alternativo entre 2008 e 2011. No repertório, três sons próprios que são rock and roll até a medula dividem espaço com versões para “Nothing Up My Sleeve” e “R.A.M.O.N.E.S.” do Motörhead e “Sweet Leaf” do Black Sabbath. Que Phil Campbell não tema mal algum e que seu vindouro álbum seja objeto ainda mais digno de ser louvado. Amém!
Marcelo Vieira

