
Phil Campbell And The Bastard Sons – “We’re The Bastards” (2020)
Nuclear Blast
#HeavyMetal, #HardRock
Para fãs de: Motörhead, Black Star Riders, The Dead Daisies
Nota: 7,5
Me lembro até hoje do dia que o grupo Phil Campbell And The Bastard Sons foi anunciado. Com a triste morte da lenda Lemmy Kilmister, Motörhead acabou. Mikkey Dee, baterista, foi para o Scorpions e Phil Campbell recrutou seus filhos, Todd (guitarra e harmônica), Tyla (baixo) e Dane (bateria) com a companhia do vocalista Neil Starr, que era do grupo Attack! Attack!, também galês, assim como o guitarrista idealizador do projeto.
Com apenas 4 anos de existência, sua discografia está começando a ficar consistente: um primeiro EP autointitulado em 2016, que foi bem recebido pela crítica, um ao vivo, “Live At Solothurn”, 2017 e o primeiro álbum de estúdio, “The Age Of Absurdity” (2018). Agora, em 2020, é a vez do seu segundo: “We’re The Bastards”.
A faixa-título dá o pontapé inicial com um bom “rockão”, diferente da intensidade que se via no Motörhead, afinal, Phil tem sua personalidade própria e muita competência para compor, como é evidenciado nesta música já de início: um bom riff, animado e com bons vocais. Admito que, inicialmente o vocal não parecia que cairia bem, porém, se acostuma e acaba sendo bem audível, já que as melodias se encaixam perfeitamente.
“Born To Roam” tem um estilo mais puxado a um blues rock, com um vocal que é de um estilo mais grunge, é diferente, mas muito boa, merecendo um destaque assim como “Animals”, rápida, com pedais duplos, podendo muito bem remeter ao Motörhead. É ruim ficar lembrando muito de grupos passados, entretanto, se torna impossível não se referir ao grupo sendo que o membro principal deste passou 32 anos na lendária banda.
“Lie To Me” tem uma linha de guitarra que poderia muito bem se passar por uma composição do Tony Iommi, principalmente se a afinação da guitarra fosse mais pesada, digo isso por lembrar “Sabbath Bloody Sabbath”, obviamente do Black Sabbath. “Hate Machine” é um dos pontos altos do álbum: riff rápido, pesado e puxando ao Rock ‘N’ Roll, bateria com pedal duplo, realmente muito boa.
Já com uma sonoridade mais punk, o álbum vai se encerrando com “Destroyed”, de apenas 2 minutos e 18 segundos de duração, que poderia muito bem ser a faixa que o findasse, entretanto, ainda tem “Waves”, mais lenta, quase que virando uma “baladinha”. Poderia estar encaixada em outro momento, já que causa uma sensação de “chatice”, todavia, acaba com um riff um pouco melhor.
Creio que o grupo ainda tenha muito chão pela frente e “We’re The Bastards” é um bom complemento para a sua discografia.
Caio Siqueira Iocohama





