Dark Avenger – “The Beloved Bones – Hell” (2017)

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Dark Avenger – “The Beloved Bones – Hell” (2017)
Independente
#HeavyMetal

Nota: 9,5

O Dark Avenger, após encerrar o ciclo de “Tales Of Avalon”, deu início a uma nova saga, também com duas partes. Os assuntos mitológicos ficaram de lado, dando espaço a temas de cunho psicológico que vão a fundo nos dramas pessoais e os “infernos” vividos em nossos conflitos mentais.

O álbum consiste num diálogo mental entre a “Emoção” e a “Razão”, onde esta última surge, de forma nada agradável, para tirar a “Emoção” da inércia e estagnação de seus problemas. Os diálogos passam por vários estágios mentais, que vão da “inconsciência” e “negação” até a “decisão” e a “liberdade”. Nenhum problema em específico é citado, pois pode se tratar de qualquer dilema, doença ou deficiência física, que acorrentam uma pessoa em um ciclo de martírio sem fim.

O disco se inicia ao som de violinos e logo ganha peso, o que retrata o clima tenso do diálogo nesta primeira metade do disco. A “Razão” ataca ferozmente a “Emoção” devido a sua fraqueza em viver ancorada neste inferno. O som segue em uma linha Thrash Metal com muitas palhetadas e riffs agressivos junto de uma bateria com bastante velocidade. “Smile Back To Me” e “King For A Moment” se destacam, mas o ápice é em “Parasite”, uma das músicas mais brutais feita pela banda até então.

A segunda parte do disco mantém o peso, mas apresenta uma pegada um pouco mais progressiva onde a “Emoção” tenta reagir, junto com a “Razão”, mesmo que ainda de forma insegura. O sinal do encerramento dessa batalha vem em “Purple Letter”, que termina em tom de despedida e desabafo. Em “Sola Mors Liberat”, este ciclo se encerra ao som de piano, dando espaço para a balada acústica, “When Shadow Falls”.

As guitarras com sete cordas deram mais peso, com Hugo Santiago e Glauber Oliveira mostrando um grande entrosamento na alternância dos solos e nas bases junto a Gustavo Magalhães no baixo. A orquestração, presente em todo o disco, deixou o som mais denso e dramático. Mario Linhares entra de cabeça na interpretação e nos sentimentos dos diálogos. Sua voz se mantém em um tom mais equilibrado (na linha Ronnie James Dio, com poucas partes agudas e até com uns poucos guturais (no estilo Chuck Billy, do Testament).

“The Beloved Bones – Hell” vai mais além do que conhecemos do Dark Avenger, revelando um lado mais brutal e sombrio. Este lançamento gerou expectativas que não decepcionam e deixarão os fãs ainda mais ansiosos pela próxima parte desta saga, “Divine”.

Victor Augusto

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