Leider
– “Alloys” (2017)
Independente
#HeavyMetal
Nota: 9,5
A melhor parte de participar do Metal Na Lata, este veículo de imprensa especializado em Heavy Metal, é ter a oportunidade de conhecer novas bandas. Claro, nem todas valem a pena, mas tem sempre uma ou outra que te surpreende. Você olha a capa e, impossível não criar uma expectativa, se será negativa ou positiva, vai depender da capa. Esta capa por exemplo, diz tudo e nada ao mesmo tempo. Vamos à resenha e já voltaremos a falar de capas de álbuns.
Esta banda é oriunda do México (México? Tem Metal por lá? Que doideira!), e se eu não tivesse pesquisado na internet, não conseguiria sacar isso. Com guitarras pesadas, bateria rápida e vocais agressivos, a banda explicita seu Heavy Metal vigoroso e recheado de riffs.
Inegável a influencia do baixo “galopante” de Steve Harris e sua trupe. Em alguns trechos é possível até imaginar Bruce Dickinson cantando um dos refrões famosos da Donzela de Ferro. Entretanto há variações nos vocais, Diego Trejo não se limita a imitar seus ídolos, imprime uma identidade em sua forma de cantar, o que é excelente, e em certos momentos nos remete a Rob Rock na época que cantou com a banda Impellitteri de Chris Impellitteri.
A batida acelerada das músicas conquista rapidamente qualquer amante do Metal, não inventaram a roda, mas com certeza sabem utilizá-la. É fácil perceber influências de Judas Priest,Pantera, Black Sabbath, Metallica e algumas referências ao Hard Rock, em especial nas partes mais melodiosas e lentas. Rende umas boas “bangueadas”, com certeza. Eu me surpreendi muito com essa banda e curti muito o som destes caras, também descobri que este é o terceiro álbum da banda, terei que correr atrás dos demais.
Retornando à capa do álbum, que comentei alguns parágrafos acima, eu não dava nada para este álbum, e isso é o nada que ela dizia, não consegui prever ou imaginar o som que havia aqui neste álbum. O que a capa me diz agora, depois de ter ouvido o álbum, é que talvez a banda tenha concentrado mais sua força criativa para criar o “recheio” da capa, do que com a capa em si. Acertaram em cheio.
Destaque para: “Dust From Hell”, “We Are Masters”, “Boo”, “High Flying Bird” e “Phoenix”. Escute aí um pouco do que tem neste play.
Divirta-se!
Mauro B. Fonseca





