Hypocrisy – “Virus” (2005) (Relançamento 2026)

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Hypocrisy – “Virus” (2005)
(Relançamento 2026)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #MelodicDeathMetal

Para fãs de: Amon Amarth, Arch Enemy, Children of Bodom

Texto por Mauro Antunes

Nota: 9,5

Que Peter Tägtgren é um gênio quando o assunto é música extrema, quase todo mundo sabe! O cara foi capaz, durante todos esses anos, de ser o dono de duas bandas que, apesar de extremas, têm propostas completamente distintas — no caso, refiro-me ao Pain e ao Hypocrisy. Como se isso não bastasse, Peter ainda deu vida, como produtor, a clássicos de bandas como Immortal e Sabaton, só para citar alguns.

Nos anos 2000, Peter viveu seu auge criativo, lançando, como músico, trabalhos como “Catch 22” (2002), “The Arrival” (2004) e o brilhante “Virus”, um de seus discos mais relevantes.

Aqui, tudo é muito caprichado, seja no poderoso e inconfundível gutural de Peter, seja nos insanos riffs do parceiro do músico, o então recém-chegado Andreas Holma, que impôs técnica e uma considerável dose de melodia, fazendo de “Virus” um trabalho único na carreira do Hypocrisy. Tanto é que as semelhanças técnicas com os trabalhos do Amon Amarth à época saltavam aos ouvidos.

“Warpath” se destaca pela atmosfera como um todo, com uma melodia de teclado que remete aos áureos tempos de bandas como Dimmu Borgir e Children of Bodom, trazendo uma levada melódica sem dó nenhuma do ouvinte. Simplesmente soberba! Na sequência, outra pérola: “Scrutinized”, cujo clipe você pode assistir no link abaixo e perceber que Peter estava faminto pelo Metal, com um riff principal capaz de arrebentar qualquer pescoço.

“Fearless” é surpreendente, já que fica muito claro perceber a presença de duas guitarras durante todo o tempo, remetendo a bandas como Arch Enemy. A levada de bateria de Horgh (ele mesmo, ex-Immortal) é o complemento certeiro para fechar o pacote. Ponto para Peter, que soube extrair o melhor de seu companheiro de banda.

Mas nem só de melodia vive um trabalho que se preze do Hypocrisy: ouça, por exemplo, a desgraceira habitual misturada num liquidificador com passagens melódicas em faixas como “Craving for Another Killing”, além da cadenciada “A Thousand Lies”, outro destaque absoluto. Aqui, Peter e cia. se superaram, já que fizeram algo praticamente inédito na longa discografia do Hypocrisy. Dá quase para dizer que “A Thousand Lies” é uma balada. Muito boa mesmo!

Outra faixa que vale menção é “Living to Die”. Também cadenciada e repleta de vocais limpos, é daquelas “ame ou odeie”. Eu, pessoalmente, achei perfeita para fechar o tracklist original. Neste relançamento, temos como faixa bônus a versão demo de “Watch Out”, que Peter poderia gravá-la em estúdio — e só Deus sabe por que não o fez até o momento.

“Virus” é altamente indicado a fãs que querem degustar o melhor poderio técnico já apresentado pelo Hypocrisy em seus 35 anos de carreira. Se não é o melhor disco que já fizeram, é, no mínimo, imperdível e indispensável. Grande trabalho, grande banda! Ouça — e bem alto!

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