Lamb of God – “Into The Oblivion” (2026)

Lamb of God
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Lamb of God – “Into The Oblivion” (2026)

Century Media Records | Epic Records
#GrooveMetal #ModernMetal #HeavyMetal #ThrashMetal

Para fãs de: Pantera, Machine Head, Gojira

Texto por Lucas David

Nota: 10

O Lamb of God é um dos medalhões do metal que surgiram para renovar o estilo ao lado de outras grandes bandas, trazendo um frescor, peso e groove que muitos precisavam para continuar fiéis ao som. A banda se manteve ativa, mudando, evoluindo e experimentando — e, felizmente, acertando nessas transformações sem precisar diluir a fórmula que definia sua identidade.

Em seus últimos trabalhos — VII: Sturm und Drang (2015), o autointitulado de 2020 e Omens (2022) — trouxeram músicas marcantes que figuraram nos setlists ao vivo, evidenciando essa evolução. Com isso, muitos ficaram ansiosos para saber qual seria o próximo passo e se ainda continuariam acertando na fórmula. Felizmente, a banda entrega mais um excelente trabalho com Into The Oblivion, um disco forte que encara de frente seus primeiros clássicos, trazendo modernidade na medida exata.

Logo na faixa-título, o grupo conquista o ouvinte com um groove envolvente, batidas fortes na bateria, riffs cortantes e os vocais extremamente intensos de Randy Blythe, que remetem à clássica “Walk With Me in Hell”. “Parasocial Christ” aposta em uma pegada mais Thrash Metal, com riffs rápidos logo de cara e um refrão cheio de groove que não deixa nenhum pescoço a salvo, além de um solo melódico e inspirado.

“Sepsis” é brutal, com Blythe ainda mais selvagem, mesmo em momentos onde a faixa flerta com o industrial — lembrando nomes como Ministry e Rammstein — sem perder a identidade característica do Lamb of God. Já “The Killing Floor” retoma o groove monstruoso, com passagens voltadas ao Thrash Metal e um breakdown insano, sustentado por alguns dos melhores riffs da dupla Mark Morton e Willie Adler, que constroem uma verdadeira parede sonora. Em “St. Catherine’s Wheel”, a banda mergulha de vez no Thrash, com destaque para bateria e vocais, que soam como se fossem extraídos da era Ashes of the Wake (2004).

Vale destacar também o trabalho do produtor Josh Wilbur, que entrega uma sonoridade encorpada, precisa e poderosa, permitindo que cada elemento do álbum atinja seu máximo impacto.

Um dos grandes diferenciais do Lamb of God é sua capacidade de criar verdadeiros hinos do metal moderno, equilibrando o legado do passado com novas camadas adquiridas ao longo dos anos. Into The Oblivion carrega essa dualidade com maestria, apresentando uma banda segura de sua identidade e pronta para continuar dominando o cenário mundial.

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