Madball – “Not Your Kingdom” (2026)

Madball
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Madball – “Not Your Kingdom” (2026)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#Hardcore

Para fãs de: Terror, Sick of It All, Agnostic Front

Texto por: Lucas David

Nota: 9,0

Sendo um dos nomes mais conhecidos e fortes dentro da cena Hardcore mundial, o Madball se manteve fiel ao seu estilo e à sua mensagem, não poupando ninguém e falando sobre como as coisas realmente são. Com mais de três décadas de carreira, a banda chega ao seu décimo álbum, Not Your Kingdom, depois de sete anos sem material novo e com a mesma fúria e atitude que tinha no começo da carreira. Para quem aguardava pacientemente por um disco de Hardcore direto ao ponto e fiel à sua essência, trata-se de uma obra indispensável.

Em seu último trabalho, For The Cause (2018), o Madball se manteve na linha de frente da sonoridade de Nova York e, em Not Your Kingdom, retoma o trabalho de onde parou. Com uma divisão bem feita entre beatdowns pesados e uma velocidade e agressividade típicas do Punk Rock, as faixas entregam o que os fãs buscam, como é o caso de “Tethered”, que abre o disco com uma explosão de riffs pesados, bateria brutal e os vocais agressivos característicos de Freddy Cricien, que certamente irá soar grandiosa ao vivo. “Flammable” é um ataque furioso de apenas 59 segundos, que entrega muita velocidade, alguns blast beats e um breakdown devastador.

“Rebel Kids” tem tudo para se tornar um novo hino do Punk, com uma pegada visceral, uma parede de riffs sujos e pesados e uma atitude que incendeia qualquer lugar. Já “Stab Wounds” aumenta a brutalidade com um som mais denso e pesado, além de influências de Thrash Metal em riffs rápidos, bumbos duplos e uma performance vocal matadora.

Entregando um disco rápido, que exala atitude e é carregado de faixas que vão além de trivialidades, com uma mensagem real a ser passada, Not Your Kingdom mantém vivo o espírito de uma banda veterana na cena, que ainda tem muito a entregar. É um disco honesto, forte e que mostra o Madball reinando absoluto no NYHC.

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