Nukem – “The Grave Remains” (2026)
Redefining Darkness Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Exodus, Testament, Megadeth, Metallica
Texto por: Thiago Silva
Nota: 8,5
Quando ouço dizer que o metal está morrendo, na mesma hora vem ao meu pensamento: “Será que as pessoas que amam o gênero não se dão ao trabalho de garimpar trabalhos maravilhosos como o que irei citar aqui?”. Um verdadeiro diamante do Thrash Metal americano.
A banda Nukem foi formada em 2012, em San Diego, na famosa Califórnia. Porém, o grupo traz muita influência do movimento Bay Area, que surgiu nos anos 1980 e revelou bandas que hoje são consolidadas dentro do Thrash Metal. Uma curiosidade sobre a banda é que o músico Steven Brogden, vocalista e guitarrista, atua como roadie e substituto do Exodus e, em ocasiões bem específicas, chegou a assumir até o baixo da banda.
Além de Steven, que é o frontman da Nukem, o grupo conta com mais dois integrantes que formam uma cozinha muito bacana: Don Lauder, no baixo, e Norm Leggio, na bateria. O disco conta com 12 faixas, totalizando 49 minutos e 7 segundos, sendo mais exato. É porradaria do começo ao fim, para terminar com chave de ouro com um belo cover do Thin Lizzy, a faixa “Don’t Believe a Word”.
O álbum também apresenta três belíssimos momentos instrumentais, nos quais o trio demonstra toda a técnica que possui: a introdução “The Dead Draw”, “Sentenced to Die” e “Pro Mortuis”, que praticamente encerra o álbum antes do cover. São faixas que ajudam a quebrar a sequência de pancadaria sem tirar a agressividade característica do trabalho.
A temática desta obra maravilhosa nos mergulha na revolta contra a política e nos problemas sociais, explorados por meio de faixas diretas e viscerais. Minhas três favoritas são “Policies of Hate”, pois é a faixa que chega com o pé na porta, demonstrando a que vieram; “Unconditional Surrender”, que já começa com uma aula de baixo de Don Lauder; e, para fechar meu trio favorito, “Curse of the Devil’s Bible”, uma faixa explosiva na qual meu destaque vai para Norm Leggio, que transforma a bateria em uma verdadeira máquina de guerra.
No fim das contas, “The Grave Remains” é um daqueles discos que ajudam a lembrar por que o Thrash Metal continua tão vivo. A Nukem resgata elementos clássicos do gênero, mas entrega tudo com energia, técnica e agressividade suficientes para fazer o álbum soar relevante.
Um dos melhores discos de Thrash Metal que ouvi neste ano. Recomendo muito a audição, pois a banda faz um belíssimo trabalho.





