Lordi – “Sexorcism” (2018)

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Lordi
 – “Sexorcism” (2018)

AFM Records
#HardRock#HeavyMetal

Para fãs de: Battle BeastSabatonGwar

Nota: 8,5

E uma das bandas mais legais dos últimos tempos (nem tão últimos assim) volta à carga! “Sexorcism”, lançado pela AFM Records mostra que o grupo continua sua saga de fazer um hard rock pesado, com muita melodia, apesar do visual “filme de terror”. Gravado no famoso Finnvox Studios e produzido pelo não menos famoso Mikko Karmila, “Sexorcism” é um álbum que agradará aos fãs do grupo, afinal, não há nada de novo por aqui. As guitarras continuam pesadas e melódicas, e o uso de teclados continua muito bem executado. Além disso, os vocais de Lordi seguem firmes, com aquele timbre característico. Se não há nada de novo, porquê o álbum é tão bacana? Simples, porque o grupo continua fazendo aquilo que quer sem invencionices, modernidades ou o que seja. E para quem gosta de sua música, isso garante a qualidade do trabalho.

Formada em 1992, a banda chega agora ao seu nono trabalho de estúdio. Sempre apostando num visual carregado (e não adianta negar, tem muito de GWAR nesse conceito), o grupo apresenta 13 faixas bem típicas, tendo em alguns momentos, deixado seu lado mais pesado fluir com mais naturalidade. Mikko Karmila, que também produziu o álbum”Sacre Force one” (2014), deixou tudo certo, instrumentos muito bem timbrados e cristalinos. Algo que é bem comum na carreira do grupo. Aqui, podemos destacar ótimas faixas como a própria faixa título, cheia de climas mais obscuros, deixando tudo com uma cara mais densa, a levada contagiante de “Your Tongue’s Got the Cat”, o rock “tipicamente Lordi” de “Romeo Ate Juliet”, “Naked in my Cellar”, que nos remete aos tempos do sensacional álbum de estréia do grupo, “Get Heavy” (2002), “Polterchrist” (que título bem bolado), mostram que o grupo não perdeu a mãso de compôr faixas pesadas, melódicas e que agradam aos fãs sem nenhum esforço. Podemos destacar ainda “Rimskin Assassin”, “Hell Has Room”, “Sodomesticated Animal” e “Hauting Season”.

A capa, provavelmente, uma das mais “pesadas” da carreira da banda, já foi censurada em alguns países. Mas isso só alimenta a curiosidade e faz com que o grupo ganhe mais visibilidade. Se na música, a banda já possui qualidade e notoriedade, as polêmicas envolvendo capas, letras e vídeos continuam. Tudo como sempre foi. E que continuem assim!

Sergiomar Menezes

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