
Kataklysm – “Meditations” (2018)
Nuclear Blast
#MelodicDeathMetal, #TechnicalDeathMetal
Para fãs de: Hypocrisy, Amon Amarth, Suffocation
Nota: 9,0
Com mais de 25 anos de bons serviços prestados à cena de Metal Extremo mundial, o Kataklysm conta com uma discografia que impressiona tanto pela qualidade quanto pela quantidade. “Meditations”, saído do forno agora em junho, é o décimo terceiro disco de estúdio dos canadenses.
Em sua fase atual, a banda aposta num Death Metal mais técnico e melodioso, mas sem esquecer do peso e da agressividade fundamentais ao estilo. Ainda que sem a ferocidade dos primeiros lançamentos, os caras conseguem se manter em alto nível, sendo que arrisco dizer que o disco, pra mim melhor que seu antecessor, “Of Ghosts And Gods” (2015), tem tudo para agradar tanto fãs da velha guarda quanto novos.
Logo no começo você levará duas pauladas na orelha que vão te tirar o fôlego e fazer com que pare tudo para prestar atenção no som. “Guillotine” e “Outsider”, aceleradas e pesadas, estão entre as melhores do disco. Na sequência, “The Last Breath I’ll Take Is Yours”, embora traga algumas levadas mais cadenciadas, também tem muito ‘punch’. A quarta faixa, “Narcisist” (veja abaixo), é rápida e certeira, trazendo um refrão que você certamente sairá repetindo após a primeira ouvida.
Merecem destaque especial os trabalhos do guitarrista Jean-François Dagenais e do vocalista Maurizio Iacono. As guitarras estão bem timbradas e pesadas nos riffs mais pegados, ao mesmo tempo que soltam bonitas melodias quando os solos pedem. Os vocais de Maurizio são um gutural que, a meu ver, possuem a medida certa entre a fúria e a variação melódica. Não é “retão” e sem graça como boa parte dos vocais do estilo.
Só não dei nota 10 por dois motivos. O primeiro é a produção, que tem falhas pontuais, deixando os instrumentos embolados vez por outra. O segundo é o fato de que o disco perde um pouco de potência do meio pra frente, embora tenha menos de 40 minutos, o que ocorre possivelmente pela escolha da ordem das faixas. De qualquer forma, o disco como um todo é excelente e merece sua atenção!
Luiz Gustavo Santos





