Morgana Lefay​ – “Maleficium” (1996)

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Morgana Lefay​ – “Maleficium” (1996)
Black Mark Production

Nota: 9,0

A banda foi uma das que mais ouvi em minha adolescência, naquele momento em que ia descobrindo coisas novas para meu gosto, mas por algum motivo deixei de lado e fiquei anos sem ouvir. A saudade bateu e, com isso, muitas lembranças vieram a tona, como a inocência de se juntar amigos a tarde e ouvir um som, passar a tarde toda em alguma loja especializada, ou seja, tempos que se perderam na tecnologia e ‘individualismo’ da nova geração.

Milhares de bandas sonharam com o lugar ao sol, mas apenas algumas conseguiram chegar lá. Isso não tira o mérito de grandes obras feitas por alguns nomes que foram coadjuvantes e hoje em dia são cultuado no underground. Os Suecos do Morgana Lefay, mesmo com muito problemas em sua trajetória, mudança de nome, separação dos integrantes, sempre fizeram o possível para dar sua contribuição ao Heavy Metal e deixar seu nome, de alguma forma, na história do estilo.

Completando 21 anos de seu lançamento em 2017, “Maleficium”, na época de seu lançamento, trouxe um pouco de mudanças ao som do grupo, já que apostava no Heavy/Power Metal cheio de peso, melodia, refrões marcantes e músicas cativantes que contavam sobre um inocente que sofria injustamente até a condenação. O início com bastante suspense da introdução “The Chamber Of Confession” termina com o grito arrepiante e emendando os riffs cortantes de “The Source Of Pain”! Dava-se início a pancadaria mostrando logo de cara que a principal influência no disco seria o Savatage​.

O álbum é extremamente diversificado deixando o ouvinte boquiaberto com a alta qualidade, ora a banda apresenta algo rápido, ora cadenciado e, em alguns momentos, faixas épicas cheia de mudança de tempo e coros. Na primeira audição é como se estivessemos em uma estrada cheias de curvas surpreendentes, onde nunca saberíamos para onde virar da próxima vez.

“Maleficium” é um disco que necessita ser escutado no volume máximo. Destaques para “Madness”, a faixa título que é grande destaque, “Master Of The Masquarade”, “Dragons Lair”, “Witches Garden”, “The Devil in Me”, “Where Fallen Angels Rule” e “Creatures Of The Hierarchy”. Os únicos pontos negativos são algumas introduções desnecessárias que fazem o ouvinte perder a empolgação.

Aproveite os próximos dias, chame os amigos, volte no tempo, resgate obras esquecidas ou até mesmo desconhecidas e traga os momentos bons perdidos novamente para o presente.

William Ribas

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