Heaviest – “The Wall Of Chaos-T” (2018)

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Heaviest
 
“The Wall Of Chaos-T” (2018)

Independente
#ModernMetal#HeavyMetal#GrooveMetal

Para fãs de: DisturbedTremontiFive Finger Death Punch, Fight, Adrenaline Mob

Nota: 9,5

Uma das grandes promessas nacionais chega ao seu segundo trabalho de estúdio depois de severas mudanças de formação, mas mantendo o excelente nível conseguido com seu álbum de estreia, “Nowhere” (2015). A vida deve continuar, e a saída de músicos nunca é benéfica para qualquer banda que se preze, mas encontrar outras peças que venham a somar e continuar a carreira sem prejuízos é uma sorte e tanto! Vejam bem, em hipótese alguma eu disse ‘substituir’, pois pode soar de certa forma pejorativa e não é o caso, pois os músicos em questão são de um gabarito fora da curva.

Voltando ao novo álbum, a voz de Alax William caiu como uma luva na sonoridade moderna e pesada da banda, pois a principal diferença com seu antecessor é que Alax é mais voltado para ambiências e influências que vão desde o Pop, passando pelo Country até o Heavy Metal e não tão agudo, o que deu uma variedade bastante peculiar e muito benéfica ao Heaviest nessa nova jornada.

Alax não só entrou com tudo na banda, como também compôs grande parte do material, letras e arranjos, e junto com Guto Mantesso (guitarra), Renato Caetano Dias (baixo) e Vito Montanaro Neto (bateria) criaram uma obra coesa, cheia de vigor, ‘punch’ e pesada. Todos participaram da composição e transformaram “The Wall Of Chaos-T” em um álbum mais completo, coeso e mais dinâmico por conta desse maior envolvimento em relação ao anterior.

Além da produção excepcional à cargo de Guto e co-produção por Roy Z Ramirez e banda, a magistral capa e conceito gráfico por Alax, tenho que destacar o conteúdo das letras que abordam assuntos desde cyberbulling, holocausto (lembrando que a banda adicionou um “T” ao final do título do álbum para soar similar a ‘holocausto’), guerras, conflitos, corrupção e muita desgraça que acontece em nosso mundo atualmente no melhor sentido “tapa na cara” da sociedade. Ponto para os caras, que falam a verdade nua e crua sem ‘mimimi’ ou se fazerem de coitadinhos tentando fazer com que o mundo acorde perante tanta merda abaixo de nossos narizes!

São 11 faixas de arrepiar, abrangentes e heterogêneas, ou seja, não é aquele tipo de álbum que você escuta “apenas uma música”, pois uma das coisas que a banda primou aqui foi pela criatividade e abrangência melódica de suas composições. E os meninos, além de ser exímios compositores e músicos, nos brindam, também, com ótimas participações especiais como o cantor Zak Stevens SavatageCircle II CircleTransiberian Orchestra) na ótima “Haunted”, Matias Kupiainen (guitarrista do Stratovarius) em “Can’t You See” (prestem atenção nessa letra!) e Lucas Bittencourt em “All Of This”.

Poderia facilmente destacar todas faixas, pois esse é um daqueles álbuns que me representam, mas obviamente tenho meus destaques. São eles: “Like Those Ones”, que abre o álbum de uma forma vibrante, sem contar seu belíssimo solo de guitarra e arranjos vocais, a pesadíssima “Thieves Of Life” que junto com “The End”, com certeza você ficará com os riffs/melodia na cabeça por meses, a sensacional “Fire It Up”, com sua levada lembrando muito o Fight de Rob Halford em “Laid To Rest” é um verdadeiro soco na cara do ouvinte e realmente dá até vontade de ‘tacar fogo’ a cada compasso de seu riff, a porrada “Kill The King” que mais nos remete ao primeiro álbum da banda, a genial e cativante – talvez a que mais gostei de todas – “The End” (que riffs e melodia geniais!!!), a pesadíssima “Wake Up” e a soberba “E-Crime Suicide” que fecha o álbum de forma criminosa (no bom sentido, claro!).

Se gosta de Heavy Metal mais moderno, pesado e groovado, com muito vigor, senso crítico onde os músicos jogam para o bem da música e não para suas habilidades pessoais, produção pesada cheia de camadas climáticas, criatividade e o melhor de tudo, sangue nos olhos, o Heaviest é a sua banda, e “The Wall Of Chaos-T” seu disco de cabeceira!

Dessa vez foi vitória do Brasil e com direito a gol de placa que vale por bem mais que 7 (risos).

Johnny Z.

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