A Dying Planet – “Facing The Incurable” (2018)

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A Dying Planet
 
“Facing The Incurable” (2018)

PureGrainAudio
#ProgressiveMetal#DoomMetal

Para fãs de PersefoneAnimals As LeadersFar Beyond

Nota: 6,0

A linha entre o atmosférico e o sonolento é tênue, fazendo com que muitas bandas caiam na armadilha de querer soar melancólicas, tristes e reflexivas, mas acabem acertando em uma letargia preguiçosa e maçante. Os americanos do A Dying Planet, capitaneados pelos gêmeos Troy e Jasun Tipton (vocalista e guitarrista/tecladista respectivamente), entregam em “Facing The Incurable” um disco bastante progressivo, com camadas e camadas de timbres e certos momentos inspirados, mas a obsessão pelos tons depressivos e melancólicos simplesmente arrastam demais as músicas.

Justiça seja feita: os riffs djent de Troy são muito bons e chamam a atenção quando estão em primeiro plano. No começo, “Resist” começa bem, mesmo com 14 minutos de duração. O núcleo deprê é costurado por riffs pesados e a voz de Paul Villareal funciona bem para embalar o ouvinte. Os vocalistas, aliás, são uma história a parte, pois é praticamente um convidado por música. Esse revezamento, que poderia ser interessante para a composição geral, frustra um pouco, pois todos fazem o mesmo estilo. Não é como se fosse do gutural para o lírico, todos têm um timbre suave e calmo.

“Human Obscolecence” é uma balada daquelas muito lentas até para o padrão do A Dying Planet. Com seus quase 8 minutos, dá uma certa preguiça, porque nada é tão marcante, é basicamente a guitarra jogando uns acordes agudos. Mesmo para balada, falta um punch, uma energia. Já “Poisoning The Well” recalibra o disco, adicionando velocidade e um groove legal do baterista Marco Bica. O vocalista da vez é Erik Rosvold, mas isso não muda muito as coisas. Mesmo com a volta da velocidade, a constante aposta nos acordes melancólicos de guitarra soltos no fundo começam a soar repetitivos. A parte mais djent, com a guitarra seca fazendo riffs, é o que mais agrada.

“Facing The Incurable”, com alguns respiros mais enérgicos, é uma grande canção de ninar progressiva, com ideias inteligentes, mas pouca energia. Se a aposta é no doom arrastado, alguma coisa precisa prender a atenção, algo precisa servir de ponte para que o ouvinte se prenda nessa viagem e não queira abandonar o barco. Faltou, por fim, algo que realmente valha a pena além de longos acordes sonolentos e cansativos.

Gustavo Maiato

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