Act Of Defiance – “Old Scars, New Wounds” (2017)

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Act Of Defiance 
“Old Scars, New Wounds” (2017)

Metal Blade Records
#ThrashMetal#ModernThrashMetal#GrooveMetal

Para fãs de: MegadethNevermoreMachine Head

Nota: 9,5

Depois que Chris Broderick (guitarra) e Shawn Drover (bateria) saíram do Megadeth e formaram o Act Of Defiance ao lado de Henry Derek Bonner (vocal e ex-Scar The Martyr) e Matt Bachand (baixo, também no Shadow’s Fall), ficou muito claro que o motivo por terem deixado Dave Mustaine para trás foi que ambos queriam participar mais nas composições da banda, não só como coadjuvantes.

Com “Birth And Burial” (2015), simplesmente mostraram ao mundo o que Dave Mustaine não viu, ou seja, uma avalanche de competência na criação de arranjos, rifferama, melodia e porradaria Thrash de primeiro mundo, fazendo com que este quem vos escreve colocasse o álbum como o melhor lançamento do ano na época.

Dois anos se passaram, Old Scars, New Wounds” nos deu o ar da graça e nos brindou com mais “sangue nos olhos”, seguindo a risca de seu antecessor onde time que está ganhando não se mexe. A única diferença é que, dessa vez, todos os quatro participaram fortemente das composições, deixando-no bem mais dinâmico e groovado.

Naturalmente, a sonoridade da banda é calcada na guitarra, com enfase notória nos riffs e solos, mas nesse segundo álbum Shawn abusou e calou a boca de muitos ‘haters’ que falavam muita asneira sobre sua performance nos tempos de Megadeth, O cara simplesmente PROVOU que é muito bom, vide a fantástica “Broken Dialect”. Se você discordar disso, me desculpe, não entende absolutamente nada de música.

A ambiência moderna do Thrash Metal aqui apresentado nos remete muito ao Nevermore, vide a excelente “Overexposure”, banda que também teve o talento de Chris nas guitarras, só que de uma forma ainda mais técnica e cheia de camadas abordando até mesmo passagens mais progressivas e viajantes como, por exemplo, em “Lullaby Of Vengeance”. Não pense que o Thrash não pode ter essas camadas mais progressivas, aqui fica evidente que não só cresce a melodia como, também, a deixa mais revigorante.

A ótima produção encorpada, pesada e limpa fez com que o groove presente (bem mais evidente que no primeiro álbum, volto a dizer) em faixas como “Circle Of Ashes” e “Conspiracy Of The Gods” mais ‘na cara’, esbaldando técnica e peso dissonante.

O vocal bem versátil de Henry se encaixa perfeitamente com a textura das faixas, pois para manter o pique dessa cacetada o cara tem que ter um gogó de ferro. Ele consegue ir de tons mais limpos a outros de puros berros e grunhidos com uma facilidade incrível. Para fãs mais antigos e puristas do estilo essas partes mais grunhidas podem incomodar um pouco e confesso que me enquadro nisso. Em minha opinião, se ele se focasse mais nas partes limpas e agressivas, sem grunhir, se tornaria um dos melhores vocais da atualidade nesse estilo mais moderno do Thrash.

Outros destaques ficam por conta da bem Heavy Metal “Reborn” e para a belíssima e cheia de passagens clássicas e limpas de “Rise To Rebellion”, onde essas duas faixas em específico me fazem pensar no que Dave Mustaine perdeu em deixar esses dois saírem de sua banda.

Se é melhor que o primeiro, realmente não consigo formar essa opinião e quem sabe com o passar do tempo eu venha a forma-la, só sei que é mais um brilhante lançamento de uma brilhante banda que TODOS deveriam conhecer!

Johnny Z.

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