
Adellaide – “Deja Vu” (2022)
Lions Pride Music
#MelodicRock, #AOR, #MelodicHardRock
Para fãs de: Survivor, Journey, Lionville, Care Of Night
Nota: 9,0
Formada em 2016, a banda paulistana Adellaide retorna para o seu terceiro álbum completo, pela Lions Pride Music. O som é mantido (Hard Rock melódico/AOR) e temos a volta de Daniel Vargas (vocais), Leandro Freitas (teclados) e Vitor Balconi (guitarras), mas há mudanças na formação: Marcelo Naudi (baixo) e Allan Juliano (bateria), substituem, respectivamente, o infelizmente falecido Cadu Yamazaki e Herbert Loureiro.
“Deja Vu”, produzido pelo chileno Ed Omar Carabantes (também responsável pela mixagem e masterização), já nasce com a responsabilidade de no mínimo manter o mesmo nível de seu excelente antecessor “New Horizons” (2019) que foi o grande responsável por elevar a representatividade da banda como um dos maiores do estilo em terras tupiniquins.
Mas será que ele consegue? Vamos ver…
Em primeiro lugar é importante ressaltar a dificuldade que é inovar neste estilo. Quem conhece sabe o grande desafio que é manter todos os elementos que o público imagina ouvir e ainda soar diferente. A grande sacada é ter excelentes composições, caprichando nas criações e nuances, ter músicos excepcionais e um produtor que entenda o contexto e assim maximizar o resultado.
Em segundo, palmas para a banda não ter caído na própria armadilha como sugere o título do álbum. Claro que existem comparações, inspirações, sensações, mas o mais importante é que há identidade própria o que a afasta do “gerador aleatório de bandas com músicas iguais” tão comum hoje em dia.
Mantendo a essência, aumentando a consistência e trazendo novos ingredientes (saxofone, temas árabes, etc.) a banda oferece um banquete com uma seção rítmica sólida, melodias contagiantes, refrãos monumentais, guitarras absurdas e excelência na composição sobre viagem no tempo, além das participações de Deraldo Matos (saxofone), Marina Ammouri (Vivaldi Metal Project), Gigolette Angeline, Eddie Vantez, Rod Marenna (Marenna), Juliana Rossi (Silent Cry), Marcelo Naudi e Tito Falaschi (vocais de apoio).
Não costumo escrever sobre cada canção, mas ao viajar novamente por essa estrada pavimentada pelos teclados de Leandro Freitas, com os vocais de Daniel Vargas dando vida às melodias e sendo guiado pela guitarra de Vitor Balconi, eu não tive saída. Então vamos lá: Temos a grandiosa e “Robótica” “Transcendence” com seu refrão monstruoso e solo arrepiante, “Superfanatic” com backings a la Thunder e um solo que John Sykes se orgulharia, a “Totoesca” “Without You”, “Girl From Syria” e suas influências árabes, o climão “Neverending Story” de “Unia”, o amálgama de emoções (vocais e guitarra) da balada “Falling Petals” e a quase balada “Fell From The Sky” (dueto com Juliana Rossi). Depois dessa calmaria temos a intensa “It’s Not The End” e seu instrumental que lembra a melodia de “Fever Dreams” (Hardline), a animada “Time Riders” e “To Live Forever” com os vocais de apoio de Rod Marenna. Como bônus uma versão editada de “Without You”.
“Deja Vu” não apenas consegue igualar “New Horizons” como é o melhor álbum do Adellaide até agora. Coeso, maduro, cheio de excepcionais momentos e com qualidade muito acima da média.
Uma Ode ao Hard Rock melódico e AOR! Vida longa ao Adellaide!
João Paulo Gomes









