
Almanac – “Kingslayer” (2017)
Nuclear Blast
#PowerMetal, #SymphonicMetal
Para fãs de: Rage, Serious Black, Blind Guardian
Nota: 8,5
Depois de 15 anos comandando as guitarras, produzindo e compondo com o RAGE, o músico Victor Smolski resolveu partir em uma nova empreitada. Após dez discos com o grupo alemão (o guitarrista ficou na banda de 1999 à 2015), Victor resolveu criar um novo grupo, onde poderia exercer de forma mais abrangente toda a sua veia clássica. Lançando seu primeiro álbum já em 2016 (“Tsar” – lançado também pela Nuclear Blast), cerca de um ano depois, temos em mãos “Kingslayer”, um trabalho que segue a linha adotada anteriormente, mas que recebeu um pouco mais de peso em sua execução.
O grupo é formado por Andy B Franck (vocal, Brainstorm), David Readman(vocal, Pink Cream 69), Jeannette Marchewka (vocal), Tim Rashid (baixo) e Athanasios “Zacky” Tsoukas (bateria), além do próprio Victor, o grupo mostra que o power metal sinfônico, quando feito com classe e bom gosto, não fica saturado e nem perde qualidade. A junção dos três vocalistas ficou muito interessante, pois enquanto Andy caminha mais pelo lado do Heavy Metal, David Readmann se mostra mais eficiente pro lado hard do grupo. Contrastando aos dois, temos Jeannnette, que sabe se impôr e não fica a dever nada para a dupla masculina. Já a cozinha é bastante técnica e sabe dosar o peso quando este se faz necessário. Já Victor… Bom, não é necessário dizer que o talento do músico é inquestionável. Mas aqui, ele parece ter deixado que o peso do Heavy Metal falasse mais alto, mas sem esquecer das linhas clássicas e sinfônicas sempre tão pertinentes à sua carreira.
A abertura com “Regicide” já ostra bem isso. Os arranjos e orquestrações (todos compostos por Victor), criam ótimos momentos durante a execução da faixa. “Childrem of The Sacred Path” é bem Power Metal, enquanto que “Guilty as Charged” traz o peso e as orquestrações de forma bem harmoniosa, sendo essa uma das melhores faixas do CD. Outro ótimo momento é “Losing My Mind” que poderia estar em qualquer álbum do Rage feito nos anos 2000. Assim como “Kingdom of the Blind”, onde parece que a voz de Peavy Wagner entrará a qualquer momento durante a execução da faixa. “Last Farewell” é ma bela balada que traz o trio de vocalistas em ótimas performances. O álbum se encerra com “Red Flag”, um Heavy Metal de respeito, onde Victor esbanja categoria em solos inspirados na música clássica, como só quem sabe pode fazer.
De uma maneira geral, “Kingslayer” é levemente superior ao trabalho anterior. Indicado para quem curtia o trabalho do guitarrista no rage. Até memso porque, achei este Cd do Almanac melhor que o último trabalho do trio alemão.
Sergiomar Menezes





