
Alter Bridge
Local: Las Vegas, NV, USA (16/02/2016) e Los Angeles, CA, USA (19/02/2016)
Texto e Fotos Exclusivas por Alexandre H. Grunheidt (Vocal/Guitarra Ancesttral)
Desde o ano passado, quando a banda lançou o novo álbum, “The Last Hero”, decidi que veria o Alter Bridge novamente na terra do Tio Sam.
Um e-mail com uma bela promoção de passagens para Las Vegas na hora certa bastou para ver que seria possível ver 3 shows em apenas 1 semana: Las Vegas dia 16/02, Tempe (no Arizona) dia 18/02 e Los Angeles dia 19/02. Mas foi quando a banda de abertura foi anunciada (o sensacional Nonpoint), a vontade foi materializada em forma de ingressos e passagem aérea! Simples assim!
Alguns meses se passaram, Donald Trump foi eleito presidente e uma baita apreensão tomou conta do mercado em relação ao dólar e como o governo dele refletiria na nossa economia. Por sorte, o cenário catastrófico que alguns pintaram não veio (aliás, foi exatamente o contrário) e o dólar caiu significantemente a ponto de eu resolver dar um passo mais “ousado” em relação a essa viagem: Uma Masterclass com Mark Tremonti entrou na agenda!
Já havia feito um Meet & Greet com a banda em 2014, mas estar na mesma sala que “Deus”, com uma guitarra na mão e tendo que tocar algo na frente dele foi algo que, confesso, me tirou um pouco o sono. Mas a experiência já valia a pena.
Cheguei ao Brooklyn Bowl (uma pista de Boliche/Restaurante/Casa de Shows) cedo, como haviam pedido aos que fariam a Masterclass, por volta das 13:30. Nos colocaram para dentro da casa as 14:00h e Mark estava nos aguardando em uma sala que era como uma biblioteca. Muito simpático, cumprimentou a todos e, assim que me viu, falou da minha camisa do King Diamond (repeti a tática de 2014… AHAHAHAHAH).
Cada um tinha em sua poltrona as tablaturas dos exercícios que seriam passados e também o DVD “The Sound and Story”. Apenas ele tinha um amplificador e todos ali estavam muito mais para ouvir o que esse cara tinha a dizer do que a mostrar pra ele. Não vou entrar em detalhes técnicos do que foi essa “aula”, mas posso afirmar que Mark Tremonti é hoje um dos melhores guitarristas do planeta! O que eu vi esse cara fazendo a 2 metros de mim, usando um amplificador pequeno de 15w, é de outro planeta! A palhetada precisa, os ligados, demonstrações de como usar afinações alternativas, a maneira que ele mostrou como compõe suas músicas, seja para o Alter Bridge, seja para a banda solo, faz dele um dos guitarristas mais geniais do mundo!
Da Masterclass fomos para o palco. Lá, ele mostrou seu, hoje, resumido equipamento. Em sua mais recente turnê solo ele acabou percebendo que não precisava de mais da metade do absurdo arsenal de equipamentos para tirar aquele som. Apenas 2 amplificadores, 2 caixas e 3 pedais eram suficientes para que ele continuasse com sua marca registrada ao vivo.
Perguntou se havia alguma guitarra que gostaríamos de ver de perto e, claro, a unanimidade foi a “Dimebag”. Essa é a segunda guitarra que Paul Reed Smith fez para ele, quando resolveu patrocina-lo e criar um modelo “Signature”. Quando Dimebag morreu, um fã deu à ele um adesivo com uma foto e ele decidiu colocar aquele adesivo em sua guitarra favorita. Depois foi a vez de mostrar uma que ficou famosa pela pintura que Joe Fanton fez para ele (VEJA VÍDEO AQUI) e era a hora da foto. Mais uma vez, comentou com seu roadie sobre a minha “Sick Shirt” e entreguei para ele o CD “Web of Lies” e uma camiseta do Ancesttral.
Após essa emoção toda, Timmy Z. (o responsável pela nossa “escolta”) informa que poderíamos ficar para acompanhar a passagem de som. Neste momento, pergunto a ele quando posso pegar autógrafos em tudo que eu levei (guitarra, foto com a banda, encartes de todos os CDs, DVDs e Blu-Rays, inclusive do Creed) e ele me dá a notícia que eu “havia perdido o ‘timing’ pra isso” e que eu “deveria ter feito isso antes”. Meu mundo desabou e acredito que tenha transparecido isso. Quando comentei que havia comprado aquela guitarra (uma PRS SE Tremonti) só pra que ele pudesse autografar e quem eu vim de muito longe pra isso, ele conseguiu o que parecia impossível: Uma credencial para o Meet & Greet com a banda (com direito a foto) para que eu pudesse pegar os autógrafos! Um alívio!!!
Passaram o som com “The Writing on the Wall”, “Cry of Achiles” e “Calm the Fire”.
Aí chegou a hora de encontrar a banda. Havia confirmado alguns minutos antes do Meet & Greet a participação deles no Rock in Rio e comentei isso com a banda. Disseram que não vêem a hora, que esperam há muito tempo tocar no Brasil e Myles me diz que “ama o Brasil”.
Foto tirada e todo mundo pra fora do Brooklyn Bowl. Mais uma “boiada” pra quem faz o Masterclass ou Meet & Greet: Fila VIP e entrada antecipada para quem fez e seus acompanhantes! Com isso, colamos na grade e ficamos na frente do Mark.
Como esperado, a abertura do Nonpoint foi matadora! Sem dúvida, é uma das bandas mais insanas no palco que já vi nessa minha longa estrada do Rock. Mas o Nonpoint fica pra uma outra resenha…
O setlist do Alter Bridge tem se mantido durante toda a turnê, mudando sempre duas músicas por show. A abertura sempre com “The Writing on the Wall”, seguida de “Come to Life” e “Farther Than the Sun”. Myles cumprimenta a plateia, diz que era a primeira vez que tocava em uma pista de boliche e atacam a sequencia de “Addicted to Pain”, “Ghost of Days Gone By” e “Cry of Achilles”. A primeira das que não estão sendo tocadas em todos os shows é “Calm the Fire” e foi seguida de “My Champion” e “Ties that Bind”. Outra que não é obrigatória vem em seguida: “The Other Side”.
Chega a hora de Mark assumir o vocal em “Waters Rising” e Myles tocar uma versão acústica de “Watch Over You”. Mais pancada com “Isolation”, a emocionante “Blackbird”, as clássicas “Open Your Eyes” e “Metalingus”.
A banda sai do palco, mas volta para o ‘encore’ com a nova “Show Me a Leader” e a obrigatória “Rise Today”.
Vou confessar que neste show não ouvi a banda, pelo simples fato de estar de frente para as caixas do Tremonti. Ele toca muito alto! Essa foi uma questão de escolha, pois haveria mais um show e que eu poderia ouvir todos perfeitamente no The Wiltern em Los Angeles.
Não fui ao show em Tempe, no Arizona, por causa do show da banda Failure Anthem, em Las Vegas, no mesmo dia, história que contarei em outra resenha. Mas algo me deixou meio “puto” por isso: Lá tocaram a música que eu mais queria ouvir nessa nova tour (“Crows on a Wire”) e de quebra rolou “Wonderful Life” antes de “Watch Over You”. Uma pena…
Em Los Angeles fui apenas para o show. A abertura do Nonpoint foi legal, mas Elias Soriano (vocal) estava meio rouco. Nada que comprometesse a performance, mas o de Las Vegas foi mais legal.
Agora sim, vendo a banda de um lugar mais afastado, consegui ouvir tudo perfeitamente. E como a banda está redonda! Myles cantando como nunca, Brian Marshall segurando a base para Mark arregaçar e Scott Phillips sólido como uma rocha!
As mudanças em relação ao show de Las Vegas foram a inclusão de “Slip to the Void” no lugar de “Calm the Fire” e “Island of Fools” no lugar de “The Other Side”.
Dizer que o Alter Bridge é uma das melhores bandas que apareceram nos últimos 10 ou 15 anos é meio óbvio! Fico feliz que os fãs brasileiros terão a oportunidade de comprovar isso no Rock in Rio ou, quem sabe, em algum outro show que possam fazer pela América Latina.
Não percam por nada e vejam com seus próprios olhos!
“Waters Rising”:
“Slip to the Void”:
Setlist Las Vegas:
The Writing on the Wall
Come to Life
Farther Than the Sun
Addicted to Pain
Ghost of Days Gone By
Cry of Achilles
Calm the Fire
My Champion
Ties That Bind
The Other Side
Waters Rising
Watch Over You (Acoustic)
Isolation
Blackbird
Open Your Eyes
Metalingus
Show Me a Leader
Rise Today
Setlist Los Angeles:
The Writing on the Wall
Come to Life
Farther Than the Sun
Addicted to Pain
Ghost of Days Gone By
Cry of Achilles
Slip to the Void
My Champion
Ties That Bind
Island of Fools
Waters Rising
Watch Over You (Acoustic)
Isolation
Blackbird
Open Your Eyes
Metalingus
Show Me a Leader
Rise Today
FOTOS MEET & GREET E PASSAGEM DE SOM:
FOTOS SHOW EM LOS ANGELES:



















