Amaranthe – “Helix” (2018)

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Amaranthe – “Helix” (2018)
Spinefarm Records
#Metalcore#AlternativeMetal

Para fãs de Temperance , Delain

Nota: 9,5

Com 65 milhões de views apenas entre os cinco vídeos mais assistidos no YouTube e uma sonoridade quebradora de paradigmas que encurtou a distância entre David Guetta e Slipknot, os suecos do Amaranthe fundaram as bases de um subgênero ainda sem nome (Pop Metal? Dance Metal?) e, com o novo disco “Helix”, a banda mostrou que está em ótima fase mesmo com constantes trocas de vocalistas.

Na própria formação, já vale notar a curiosa presença de três vocalistas distintos: Henrik Englund Wilhemsson, responsável pelo gutural e rasgados das partes mais RAP, como na música “GG6”; Nils Molin (Dynazty) que entrou para substituir o vocalista/fundador Jake E. e é responsável pelos vocais limpos e melódicos; e a estrela principal, a bela Elize Ryd que chamou a atenção do mundo pelo ótimo timbre bem como por suas performances cinematográficas nos clipes da banda.

“Helix” traz a fórmula de misturar os três vocais com breakdowns pesadíssimos e partes dançantes, cheias de sintetizadores e batida constante do bumbo. Para os apreciadores menos ortodoxos do heavy metal, é sempre legal ver o bom e velho metal misturado com outros gêneros que a princípio seriam como água e óleo. Mas essa mistura funciona muito bem, como em “Breakthrough Starshot”, uma das melhores do disco, com um refrão super contagiante, com melodias inteligentes e bem grudentas.

Se nos primeiros discos, o Amaranthe fez um ótimo trabalho e trouxe pérolas como “Amaranthine” e “Burn With Me”, no penúltimo, “Maximize”, a banda escorregou e apresentou um pop batido que não colou. Agora, em “Helix”, a banda se reergueu e trouxe composições mais coesas e cheias de linhas melódicas criativas. Mesmo com mudanças importantes entre os vocalistas, o caminho para a banda parece ser ainda de muita qualidade, ajudando a pavimentar esse novo subgênero para o mainstream do heavy metal.

Gustavo Maiato

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