AnthraxLocal: Bar Opinião, Porto Alegre/RS
Data: 10/11/2017
Produção: Abstratti Produtora Texto: Sergiomar Menezes
Fotos: Diogo Nunes A segunda passagem do Anthrax pela capital gaúcha (lembrando que o grupo se apresentou por aqui em 2012, ao lado do Misfits), trouxe ao Opinião, um bom público, levando em consideração o número elevado (e ao mesmo tempo ótimo) de shows que vêm acontecendo por aqui. E o quinteto, assim como em sua primeira apresentação, mostrou que o tempo parece não passar para Joey Belladonna (vocal), Scott Ian (guitarra), Frank Bello (baixo), Charlie Benante (bateria). Além deles, o “novato Jonathan Donais (guitarra, Shadows Fall) mostrou que, apesar de um pouco tímido no palco, foi uma escolha acertada, pois além de grande guitarrista, tem personalidade.Passava um pouco das 20 hs (cerca de 10 minutos), quando “The Number of the Beast” começou a tocar (o grupo vem a utilizando como introdução durante essa turnê) e mostrou que essa música, por mais que o tempo passe, ainda impressiona! É aquela velha máxima: Iron é Iron! Logo em seguida, “I Can’t Turn You Loose” de Otis Redding veio para nos preparar para a aula de Thrash Metal que teríamos pela frente.
A banda entra no palco e já detona a clássica “Among The Living”, faixa título do não menos clássico álbum de 1987. Scott Ian, sem sombra de dúvidas, é um dos melhores guitarristas do estilo. E sua performance (o cara agita o tempo todo) contrasta com a de Jonathan Donais, que fica bem mais na dele, praticamente estático em dos dos lados do palco. “Caught in a Mosh” veio na sequência e levou a pista à loucura. Belladona, apesar da idade, ainda é um baita frontman! Por vezes, parecia aquele cara que víamos nos clips de 30 anos atrás, interagindo a todo momento com o público. Era hora de Frank Bello mostrar serviço, então tome Got The Time”, presente em “Persistence of Time” (1990). Incrível como essa música se “incorporou” ao estilo do Anthrax, se tornando um de seus maiores clássicos!
Era chegada a hora de relembrar o primeiro trabalho de Belladona com o grupo. “Madhouse”, de “Spreading the Disease (1985), veio para relembras e trazer um momento “old shit” (segundo o bem humorado vocalista). Um salto de 26 anos e “Fight ‘Em ‘Til You Can’t”, de “Worship Music” (2011) mostrou que o Anthrax segue sendo um dos principais nomes do metal mundial. Assim como “Breathing Lightning”, faixa de “For All Kings” (2016). Muito melhor ao vivo, a música mostrou o ótimo entrosamento da dupla Ian/Donais. Além disso, a performance insana de Frank Bello (durante todo o show), criava um clima bastante dinâmico. Era o momento de mais “velharia”, E tome “Medusa”, mais um clássico presente em “Spreading the Disease”. Benante também é um show a parte. Quase nunca lembrado, o baterista é um dos melhores do thrash, sem precisar de grandes arroubos, senta a mão, carregando peso e versatilidade em seu kit.
“Among The Living” volta com tudo em “I Am The Law”, um dos maiores hinos, não só do Anthrax, mas de todo o Thrash Metal! Que riff! Essa é outra daquelas faixas que põe a pista inteira pra cantar e quebrar tudo! “March of S.O.D.” veio para alegrar os bangers das antigas ao relembrar a banda composta por Ian, Benante, Dan Lilker e Billy ”Mosh” Milano, que em em 1985, lançou o clássico “Speak English or Die”. “Blood Eagle Wings”, de “For All Kings” trouxe o momento atual novamente ao palco. E mesmo sendo uma boa faixa, e obviamente, sendo a turnê de divulgação do trabalho, acho que a banda poderia ter escolhido outra composição, como por exemplo “You Gotta Belive”. A espetacular “Be All, End All”, de “State of Euphoria” (1988) foi um dos melhores momentos do show. Com uma das maiores participações do público, a faixa ganhou um clima ainda mais especial, quando Belladona entrou no palco com aquele boné clássico, presente nos videos antigos do grupo. Assim como em “Antisocial”, cover do Trust, que há muito tempo virou uma das marcas registradas do Anthrax. Outro grande momento de interação com o público.
Então, um dos maiores clássicos do metal, a “indefectível” “Indians” pôs toda a pista a cantar e entrar na “War Dance”. Inclusive, este que vos escreve. Um final espetacular para um show sensacional. Claro que faltaram muitas músicas (na minha opinião, obviamente). “N.F.L.”, “Keep in the Family”, A.I.R.”, Metal Thrashing Mad’, “Deathrider”, e etc, sem contar as faixas da era Jonh Bush, mas não dá para reclamar. Não é todo dia que temos a oportunidade de ver tão de perto, um dos granes nomes do BIG 4! Antes de deixar o palco, Scott prometeu que o grupo voltará a Porto Alegre. Esperamos que voltem mesmo!
Fica aqui, mais uma vez, um agradecimento a Abstratti Produtora, pelo credenciamento, possibilitando uma cobertura completa, inclusive com fotos exclusivas. Obrigado pela parceria! METAL NA LATA RULES!
Setlist:
The Number of the Beast (Iron Maiden)
I Can’t Turn You Loose (Intro) (Ottis Reding)
Among The Living
Caught in a Mosh
Got the Time (Joe Jackson)
Madhouse
Fight’ Em ‘Til You Can’t
Breathing Lightning
Medusa
I am the Law
March of S.O.D. (S.O.D.)
Blood Eagle Wings
Be All, End All
Antisocial (Trust)
Indians
Long Live Rock n’ Roll (Outro)

























