Immolation – “Descent” (2026)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Hate Eternal, Deicide, Incantation
Texto por Lucas David
Nota: 10
Com 35 anos de estrada, o Immolation se tornou uma banda positivamente previsível, já que podemos sempre esperar grandes músicas vindas dos nova-iorquinos, além de uma sucessão de discos poderosos de Death Metal sem misericórdia. Essa consistência os leva a um nível diferente, superior à grande maioria de seus contemporâneos, e “Descent” é mais uma prova de que eles se mantêm no topo do jogo.
Em seu último álbum, “Acts of God” (2022), a banda trouxe um som mais épico, grandioso e devastador, quase demais para assimilar na primeira audição e complexo em algumas passagens. “Descent” não fica tão distante de seu antecessor, porém seu tom de urgência apresenta uma banda mais feroz, com impacto imediato e violento, em vez de uma construção mais lenta e crescente.
“These Vengeful Winds” abre o disco com uma explosão de blast beats e os vocais de Ross Dolan entregando guturais brutais, além de riffs de guitarra que trazem uma dose de Black Metal. A levada mais mid-tempo serve para colocar todo o peso nos ombros do ouvinte, empurrando-o contra a parede, aliado à sequência de solos de Robert Vigna, que sufocam ainda mais. “The Ephemeral Curse” aumenta a velocidade com blast beats, riffs rápidos e mudanças de andamento que ressoam de forma dinâmica e prendem até o mais experiente ouvinte de Death Metal.
“God’s Last Breath” segue um caminho mais arrastado e bruto, contando com partes de puro headbanging enquanto esmaga cada célula do seu corpo. A faixa nos transporta direto para os anos 90 com toda sua dose de letalidade e agressividade, evidenciando o trabalho do produtor Zack Ohren, que deu clareza e poder a cada instrumento, com guitarras que geram uma parede densa e pulsante.
“Adversary” e “Attrition”, lançadas como singles, são versões impecáveis do som clássico do Immolation, com diversas mudanças de andamento e alguns dos riffs mais sombrios e brutais já compostos por Vigna. Fechando o álbum, a faixa-título chega com uma avalanche frenética de bateria e riffs profanos, servindo para aniquilar qualquer um que ouse cruzar seu caminho. Em sua magnitude, a música se torna uma ameaça aos ouvidos sensíveis, e os solos de guitarra não deixam nada em pé.
Direto e implacável, o Immolation chega com seu ataque em dose máxima e infernal de destruição em “Descent”, um dos melhores discos da carreira da banda, consolidando-se como mais um marco em sua trajetória e na história do Death Metal mundial.





