
Battle Beast – “No More Hollywood Ending” (2019)
Nuclear Blast
#HeavyMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Amaranthe, Powerwolf, Sabaton
Nota: 7,0
Em seu quinto álbum de estúdio, os finlandeses do Battle Beast seguem mantendo uma boa regularidade em seus lançamentos. Após o ótimo trabalho realizado em “Bringer of Pain” (2017), o grupo capitaneado por Noora Louhimo (vocal), volta à carga com “No More Hollywood Endings”, um disco que mostra a capacidade criativa e técnica do grupo, mas que fica um pouco abaixo do trabalho anterior. Se por um lado as guitarras permanecem fortes e intensas, o teclado aparece com maior destaque, tirando um pouco do peso das músicas da banda, aproximando-as, de forma um tanto quanto perigosa, do pop. Não que ser pop seja ruim, mas a banda pode bem mais, como já pôde ser percebido no trabalho anterior.
Como dito antes, “No More Hollywood Endings” apesar de bom, mostra-se um tanto irregular. “Unbroken”, faixa de abertura, apesar de bem estruturada, recebe uma dose excessiva de teclados, o que faz com que a faixa se aproxime do symphonic metal, mas sem a mesma classe de bandas como o Nightwish, por exemplo. A faixa título apresenta uma melodia um tanto quanto pobre, sem pegada, enquanto “Éden”, já ganha contornos mais característicos do grupo, com uma ótima performance da vocalista Noora. Se formos buscar destaques, ainda podemos citar “The Hero”, com um acento pop, mas de bom gosto, onde uma certa atmosfera oitentista surge, lembrando a trilha sonora de alguns filmes clássicos daquela época, “Piece of Me”, mais “agressiva”, onde Noora mostra grande versatilidade, cantando de forma mais rasgada, acompanhada pelo ótio trabalho da dupla Pyry Vikki (bateria) e Eero Sipilä (baixo) e “The Golden Horde”, um excelente power metal.
O Battle Beast tem talento de sobra para apresentar um trabalho mais consistente do que é ouvido em “No More Hollywood Endings”. É preciso cuidado para que não aconteça com o grupo o que aconteceu com o Amaranthe, por exemplo. Ótimas composições que acabaram se perdendo pela incerteza da direção a ser seguida. Aguardemos o próximo trabalho pra saber que caminho o grupo escolheu.
Sergiomar Menezes





