Behemoth – “Demigod” (2004) (Relançamento 2026)

Demigod
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Behemoth – “Demigod” (2004)
(Relançamento 2026)

Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#BlackenedDeathMetal #TechnicalDeathMetal #BlackMetal #DeathMetal

Para fãs de: Nile, Death

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 10

Em 25 de outuro de 2004, Behemoth, banda polonesa de Metal extremo, apresentou ao mundo Demigod, seu oitavo álbum completo. Desde que sua discografia teve início com o lançamento de Sventevith (Storming Near the Baltic), sua sonoridade foi sofrendo diversas transformações. No entanto, o fim sempre foi produzir música extrema de alto nível. A princípio, tudo era Black Metal. Porém, a cada novo lançamento, a música do Behemoth ganhava elementos de Metal da Morte, até tornar-se, definitivamente, Blackened Death Metal.

Muitos podem discordar veementemente, mas fora das obras primas dos pioneiros do Death Metal (Possesed, Death, Morbid Angel, Deicide e etc…), não há nada que sequer repita a qualidade de Demigod. Sim, há muitos álbuns excelentes na música extrema, contudo, nada soou tão intenso, brutal e técnico quanto o oitavo full lenght do Behemoth. Em outras palavras, para que fique explícito, Demigod é meu disco favorito fora da era do Death Metal old school.

Me lembro até hoje quando ouvi esse disco pela primeira vez. Quando a trinca “Sculpting the Throne ov Seth”, “Demigod” e “Conquer All” terminou, levantei do chão a fim de me recompor do atropelamento que tinha acabado de sofrer. Nunca ouvi um vocalista exalar tanto raiva em seus guturais quanto Adam Nergal, entretanto mantendo técnica e qualidade musical intocáveis. Da mesma forma, Inferno, o baterista, é um verdadeiro extra-terrestre que vive entre nós e deveria ser objeto de estudo científico. Quando o vi ao vivo em 2015, me impressionei ainda mais.

Assim que consegui me “recuperar” do “acidente”, a sequência avassaladora “The Nephilim Rising”, “Towards Babylon”, “Before the Æons Came” e “Mysterium Coniunctionis(Hermanubis)” me espancou novamente. Eu pensei que haveria alguma trégua, mas aqui a brutalidade é impeidosa. A bateria de “Before the Æons Came” não é compreensível para o meu pífio nível de musicalidade. Em suma, Behemoth oferece uma aula de Metal extremo e de música.

“Xul” introduz a trinca final, recheada de peso e velocidade. As guitarras, tanto riffs quanto solos, dão um show paralelo dentro dessa música. Não fossem “Sculpting the Throne ov Seth” e a faixa de encerramento do álbum, “Slaves Shall Serve” seria, certamente, a minha favorita. Não há nesse audição momento algum no qual a vibe energética diminua e, ao contrário, parece que a mesma está em constante crescente.

“The Reign ov Shemsu-Hor”, composição que encerra Demigod, tem como diferenciais sua longa duração, sua cadência groovada e sua atmosfera épica. Além disso, podemos observar ainda melhor a impecável performance de cada músico envolvido no contexto do Behemoth. A banda provou nessa canção que, as vezes, também, sabe ser mais lenta, mantendo toda a sua violência sonora. Elejo como minhas favoritas, portanto, a faixa de abertura, “Sculpting the Throne ov Seth”, e a de encerramento.

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