Behemoth – “The Apostasy” (2007) (Relançamento 2026)

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Behemoth – “The Apostasy” (2007)
(Relançamento 2026)

Regain Records | Shinigami Records
#BlackenedDeathMetal

Para fãs de: Vader, Hate, Mortuorial Eclipse

Texto por: Matheus “Mu” Silva

Nota: 10

Seguindo com o trabalho de relançamentos, a Shinigami Records traz, desta vez, o monumental “The Apostasy” (2007), da entidade máxima do metal extremo da Polônia, o Behemoth. Já há um bom tempo fora de catálogo, o disco foi o segundo a contar com o line-up que perdura até hoje, com Nergal (voz/guitarra), Seth (guitarra), Orion (baixo) e Inferno (bateria), sendo o verdadeiro ponto de partida do que a banda se tornou hoje.

Resenhar esse disco é uma verdadeira viagem no tempo, pois foi nessa época que fiz minha tatuagem — justamente do Behemoth — pouco tempo após seu lançamento, tamanho o impacto que teve na minha vida.

Após a breve introdução “Rome 64 C.E.”, o disco inicia com “Slaying The Prophets of Isa” e, de cara, a gravação, um pouco mais abafada, soa muito mais orgânica do que o que a banda faria posteriormente. Aqui, é um verdadeiro atropelo, mostrando toda a potência dessa formação. Seguindo com “Prometherion”, temos outra faixa que representa o Behemoth em seu estado mais puro de brutalidade. Ah, que saudade dessa fase da banda…

A música seguinte, “At The Left Hand Ov God”, é onde considero a maior virada de chave do grupo, tanto na parte musical quanto conceitual. Foi a partir daqui, principalmente por conta de seu clipe, que passaram a explorar um lado mais teatral, com mais camadas e um forte apelo visual — elementos que se tornariam marca registrada. E, obviamente, essa é uma das melhores músicas de toda a carreira, exalando maldade em cada riff, com Nergal vociferando cada palavra com ódio.

“Kriegphilosophie” é mais um petardo, com blast beats insanos e Inferno simplesmente destruindo seu kit. Outro massacre sonoro, assim como “Be Without Fear”, mais cadenciada, porém igualmente brutal. O Behemoth dessa época era ouro puro!

“Arcana Hereticae” é mais técnica, remetendo ao disco anterior, o sublime “Demigod” (2004), quase como uma sobra de estúdio que cairia perfeitamente naquele álbum, que por si só já é impecável. “Libertheme” é mais simples, mas carregada de groove e peso, mantendo a proposta do disco, seguida por “Inner Sanctum”, que conta com a participação do saudoso Warrel Dane. Não é difícil perceber algumas possíveis influências do lendário vocalista do Nevermore, especialmente em certas passagens.

“Pazuzu” retoma a brutalidade intensa e pavimenta o caminho para a derradeira “Christgrinding Avenue”, uma das melhores do disco — embora isso já soe como eufemismo, pois aqui não há simplesmente músicas, mas uma verdadeira obra de arte.

“The Apostasy” é o Behemoth em sua melhor forma e, para mim, o disco que encerra a fase de ouro da banda, iniciada em “Pandemonic Incantations” (1998). A partir daqui, as alegorias teatrais passaram a dominar, tornando-se uma de suas principais características. Ainda assim, revisitar essa obra traz uma nostalgia poderosa, de uma época em que a brutalidade falava mais alto que qualquer elemento visual. Obrigatório em qualquer coleção!

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