
Brother Against Brother – “Brother Against Brother” (2021)
Frontiers Music
#MelodicMetal, #ProgressiveMetal, #MelodicRock
Para fãs de: Allen/Lande, Magnus Karlsson’s Free Fall, Avantasia
Nota: 8,0
O projeto “Brother Against Brother”, idealizado pela Frontiers, traz Nando Fernandes (Sinistra) e Renan Zonta (Electric Mob), dois dos principais vocalistas brasileiros da atualidade. Com a junção dessas duas escolas (hard rock/blues e metal) e a adição do onipresente Alessandro Del Vecchio (baixo, teclados, vocais de apoio), além de Jonas Hornqvist (guitarras) e Michele Sanna (bateria), encontramos bravos e simétricos duelos durante todo o álbum.
Nessa estreia homônima nossa paisagem auditiva é povoada pela relação bíblica de Moisés e Ramsés. Citando os conhecidos ingredientes de egoísmo, traição, misticismo, poder e ganância, o álbum traz o velho metal melódico (apesar de algumas estruturas e melodias beirarem o AOR/MelodicRock) que, apesar de em alguns momentos parecer mais do mesmo, essas duas forças da natureza nos brindam com incríveis exibições vocais elevando o sarrafo de vez.
Como disse Fernandes: “Cantar com o incrível Renan Zonta foi uma grande honra para mim. A diferença de timbres, nossas interpretações sempre carregadas de muita emoção e melodias incríveis fazem deste um álbum lindo e marcante para o hard rock e metal brasileiro. Que este seja o primeiro de muitos outros” e Zonta acrescentou: “Estar envolvido neste projeto e compartilhar os vocais com o único Nando Fernandes é uma honra. O homem é uma lenda viva no Brasil. Brother Against Brother vai além de um projeto de heavy metal. É uma parte emocional da minha carreira que guardarei para sempre”.
Canções como “Two Brothers”, que poderia muito bem ter sido escrita por Magnus Karlsson, “Heaven Sent” e sua atmosfera densamente orquestrada, a incrível “Haunted Heart”, o hard rock edificante de “What If”, a quase homenagem a banda Pagan’s Mind em “City Of Gold”, a balada quase folk “In The Name Of Life” ou “Demons In My Head”, a melhor canção do álbum, mostram que a emoção e proeza vocal dos dois se sobrepõem a produção típica da Frontiers.
Nessa batalha entre “irmãos” não importa quem vença, mas que os dois possam ter o reconhecimento que merecem. Se você é fã de metal melódico coloque este álbum em sua “wishlist” deste ano.
João Paulo Gomes





