Khorium – “Forças Opostas” (2021)

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Khorium“Forças Opostas” (2021)
Independente
#HeavyMetal, #GrooveMetal, #HipHop

Para fãs de: Body Count, Rage Against the Machine, Planet Hemp

Nota: 8,0

Com um som politicamente engajado misturando Metal, Hardcore e Hip Hop vem o Khorium, fundado em 2017 e que nos entrega “Forças Opostas”, o sucessor de “Idiocracia Tropical Contemporânea”, de 2019. Tentando resumir o som do grupo, é um meio termo de Body Count, Rage Against The Machine e até mesmo algo de Planet Hemp. A produção é eficiente e a rifferama rola solta, com uma cozinha recheada de groove na medida certa preparando a cama para o desfile de letras com fortes críticas sociais, e algumas participações especiais. O som é bem simples e direto, eficiente ao extremo, e o recado é dado em 9 músicas que giram em média de 3 minutos, abordando desde rock com groove e riffs setentistas, como em “Judas”, até riffs thrash a lá Slayer, como em “Brasil: Terra do Caos”, vocais rapeados até guturais em uma variedade que deixariam Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, etc) orgulhoso, como em “Necropolítica (Eugenics Plan)”.

“Forças Opostas” abre com uma ótima rifferama e uma levada cativante. Já em “Punhos Erguidos”, temos a primeira participação especial, de Tatto Paschoal (Gollira Rap), e um clima bem Rage Against the Machine. “Judas”, também vai nessa linha, bem groovada com riffs certeiros E com boa variação de vocais. Em “Mercadores da Fé”, temos uma belíssima crítica aos líderes religiosos e mais uma participação, o MC/Rapper Felipin. Em seguida, minha favorita do disco, “Muito Fala, Nada Faz”, com a participação do folclórico Jimmy London (ex-Matanza), trazendo uma levada bem Rock N’ Roll lembrando bem até o próprio Matanza. Sua letra é incrível e fala sobre os “valentes anônimos” da internet, doutores de basicamente qualquer assunto discutido.

“Ñorairõ” traz a crítica sobre a situação de demarcação indígena e tem um discurso inflamado no meio da música. Destaque para citações a músicas clássicas do Rock Brasileiro, como Cazuza e Engenheiros do Hawaii. A porrada come solta em “Brasil: Terra do Caos”, um thrash/hardcore bom pra abrir rodas de pogo. Já na cantada em inglês “Necropolítica (Eugenics Plan)”, temos um clima meio Faith No More, bem legal. Fechando o disco temos “Lágrimas de Mãe”, temos uma música densa e pesada que encerra o trabalho com maestria.

Não me interessa sua opinião política. Não me interessa se você é headbanger ‘tr00zão’ que não aceita misturas sonoras do seu sagrado metal com hip hop ou outros estilos, o Khorium é uma banda MUITO interessante, sua música é bem feita, honesta e cativante. Dispa-se dos preconceitos e apenas dê o play nesse belo disco de Rock/Metal/Hip Hop.

Thiago Barcellos

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