Brunno Mariante – “Forbidden Ghosts” (2023)
Independente
#HeavyMetal
Para fãs de: Angra, Shaman
Nota: 8,5
Brunno Mariante é daqueles caras que dá gosto ser fã. Depois de idas e vindas em outras bandas, o cara finalmente encontrou aquele terreno sólido em que pode pisar, ousar, abusar sem o menor receio de ser feliz: o de ter uma banda com seu próprio nome em que ele é o ponto central. E como está funcionando bem!
Depois de um traumático desfecho com duas de suas bandas anteriores, o Nitrojam e o V Project, finalmente Brunno encontrou terra firma com seus fieis escudeiros a baterista Leonora Mölka e o baixista Rick Posi, e mesmo com a recente substituição do guitarrista, agora a cargo de Michel Cortes, a banda não perdeu o pique e está cada vez na ponta dos cascos.
Coincidência ou não os dois maiores destaques do trabalho foram aqueles que, segundo o próprio Brunno confessou-me, deram mais trabalho pra gravar: “Bohemian Rhapsody” (lindo dueto de Brunno com a vocalista Luciana Lys e “Stairway to Heaven” (muito mais rapidinha que a original) ficaram muito legais. Outras que também merecem destaque é a infalível “Ace of Spades”, um dos maiores hinos da história do Heavy Metal, além de “Kill the King” (não é a do Rainbow, é aquela faixa escondida do Megadeth da coletânea ‘Capitol Punishment’ de 2000) que também foi digna de aplausos; parece que Brunno encarnou o lendário Dave Mustaine nessa faixa. Michel também arrebentou nos solos. A única composição própria é a faixa título, típico Heavy Metal clássico que Brunno e sua banda fazem com cada vez mais naturalidade.
O time de convidados especiais traz muita gente legal como o tecladista Fabio Laguna, os vocalistas Raphael Dantas e Marcelo Frizzo, dentre tantos outros, um time de peso que só alguém carismático como Brunno consegue reunir. Não podemos esquecer que Brunno vem lançando de tempos em tempos, os singles que gravou com o saudoso guitarrista Paulo Turin, para o projeto Realm of Illusion, onde destaco um cover para o grande Paul Di’Anno, “The Living Dead” que repleto de arranjos orquestrais, ficou belíssimo.
Em suma, temos um trabalho feito de fã para fãs de várias vertentes do Rock e Metal. Para quem gosta de Metal de verdade, vale a pena conferir!
Mauro Antunes





