Buried – “Imagined Deformation” (2026)
Independente
#DeathMetal #TechnicalDeathMetal #ProgressiveDeathMetal
Para fãs de: Death, Pestilence
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
O dia 06/02/2026 trouxe, diretamente das trevas à luz, Imagined Deformation, segundo álbum da discografia do Buried, banda holandesa de Technical Death Metal da cidade de Rotterdam. O sucessor do elogiado debut completo Oculus Rot chega, portanto, quase cinco anos completos após o seu lançamento. Atualmente, Stefan de Graaff (guitarra), Joel Sta (vocal), Mark Wormmeester (baixo) e Tim Verheijden (bateria), que faz sua estreia em estúdio com o quarteto, formam o line-up do Buried.
Assim que a faixa título, “Imagined Deformation“, abre o registro, concomitantemente, tudo se inicia com a certeza de uma audição prazerosa. É impossível não mencionar, antes de mais nada, a qualidade técnica do estreante das baquetas, Tim Verheijden. Juntamente com ele, aliás, o timbre metálico das quatro cordas de Mark Wormmeester compõe o alicerce dessa massa sonora. Já o gutural de Joel Sta é brutal, mas completamente nítido, como, ao meu ver, deveriam ser todos. Além disso, o guitarrista Stefan de Graaff, por sua vez, executa riffs e solos avassaladores. Ele ajuda a construir, dessa forma, uma sonoridade que é extrema também em competência.
Voltando as faixas, “Inundation Beyond” parece, a princípio, manter a fórmula de sua antecessora. No entanto, a supera em peso e ferocidade. Os holandeses ativam o seu “modo turbo” em “Psychogenic Excoriation”, pois a mesma faz com que a audição cresça em virtuosismo e peso. As variações rítmicas em “Visions in Black” justificam a maneira com a qual o quarteto se define, já que essa canção realmente soa como Progressive Death Metal. “Collapse of the Fragile Mind”, da mesma forma, segue alternando o receita, entre mais e menos espancamento de tímpanos, dando lições de como se executa Metal extremo com maestria.
Partindo para a trinca final, “Decades of Diagenisis” torna ainda mais evidente a versatilidade da performance de Verheijden, a qual faz com que o álbum Imagined Deformation seja diferente da primeiro riff até o acorde final. Em seguida, em “Auditory Hallucinations”, é a vez de Sta trabalhar seus guturais de um modo diferente e dar mais dinâmica à obra. “Dwellers of Perpetual Ruin”, uma das faixas mais aceleradas do disco, enfim, tem a missão de fechar o segundo full lenght da discografia do Buried, elevando o seu nome próximo a consolidação quando o assunto é Technical/Prog/Death Metal.
Gefeliciteerd, Buried, met alweer een fantastisch album. Hopelijk kunnen we snel meer van jullie horen.





