Thy Gnosis – “Deprive Of Vision” (2026)
Independente
#TechnicalDeathMetal
Para fãs de: Pestilence, Death
Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz
Nota: 9,0
Embora haja aqueles que creem que as possibilidades da música extrema sejam limitadas, bandas como Thy Gnosis existem justamente para provar o inverso. Direto da cidade de Berna, em 13/02/2026, em formato independente, o quinteto suíço nos apresentou o segundo álbum completo de sua discografia, Deprive Of Vision. Em sua sonoridade temos elementos que vão além do Technical Death Metal, já que eles buscam, de forma constante, a criatividade e a inovação. Atualmente, formam o line-up: S U (bateria), Dr Grü e Jan (guitarras), Markus (vocal) e Aurel (baixo).
Assim que os primeiros segundos de “Blazing Radiance” começam a rolar, já é possível saber que se trata de música extrema de auto nível. As variações guturais de Markus e, da mesma forma, o trabalho da dupla de guitarristas, Dr Grü e Jan, tanto nos riffs quanto nos solos, dão a ideia do que encontrar nessa audição. O baixista Aurel e baterista S U, igualmente, fazem jus a toda essa qualidade supra citada.
A atmosfera de “Unconquerable” é ainda mais incrível, adicionando o grotesco e o melódico em uma mescla homogênea. Não é exagero, se alguém disser que aqui há elementos de Black Metal, pois os mesmos estão explícitos. “Obscured/Astray”, em seguida, é mais grotesca que melódica. No entanto, o caos nunca se distancia muito da luz nesse contexto musical.
O dedilhado de guitarra que introduz “In Telis Absorptus” fomenta as mais incríveis reminiscências, porém isso dura até os urros de Markus voltem ao cenário. Em suma, uma canção que representa a perfeição dentro do extremismo de sua arte. Há vários tipos de vozes atuando ao mesmo tempo. Não há créditos de vocais de apoio, portanto, todo esse trabalho fica na conta do frontman do Thy Gnosis.
Quando a audição chega em “Inhale the Sun”, tenho que mencionar a impecável produção do registro. Ou seja, ficou para trás aquele tempo em que o independente era sinônimo de tosco. Logo depois, “A Restraint in Waters of Uncertainty” mete o pé no acelerador, trabalhando bastante a alternância dinâmica entre as composições. Da mesma maneira, há as variações rítmicas dentro da própria faixa em questão.
“Echoes of a Fading Thought” é uma pequena introdução instrumental que serve de ponte para “Deceased in Mist”. Um incrível trecho que soa totalmente Prog dá início a minha canção favorita do álbum. Além disso, “Deceased in Mist” tem backing vocals limpos e as melhores performances de cada instrumentista em Deprive Of Vision.
“First Contact”, a fim de preparar os ouvintes para o grand finale, volta a fazer com que a ternura e brutalidade caminhem de mãos dadas. “I, Remember”, o primeiro single de divulgação do álbum, marca, justamente, a sua apoteose. Propositalmente ou não, essa é a faixa na qual o grave fica um pouco mais carregado durante a audição, contudo, nada que desabone a qualidade geral da produção que já merecidamente elogiei.
Em suma, se você está entre aqueles que acreditam em limites da música extrema, precisa urgentemente ouvir Deprive Of Vision.





