
Carnifex – “Graveside Confessions” (2021)
Nuclear Blast
#Deathcore, #DeathMetal, #BlackMetal, #BlackenedDeathcore
Para fãs de: Suicide Silence, Withechapel, The Black Dahlia Murder
Nota: 8,0
O Carnifex pode ser considerado um dos pioneiros do Deathcore junto a bandas como Suicide Silence e Whitechapel. Nos anos 2000 eles foram responsáveis por trazer força ao estilo e assim como as bandas citadas tiveram seu som carregado nos blast beats, breakdowns e vocais guturais. A banda, assim como outras, manteve essas características presentes até hoje, enquanto misturavam outras técnicas e estilos conforme o tempo passava.
Com essas misturas, desde o álbum “Hell Chose Me” (2010), o Carnifex vem apresentando cada vez mais traços do Black Metal, seja pelas partes grooveadas, operísticas e uma força sombria em letras e estética. Com isso o rótulo de Blackened Deathcore foi dado a banda, o que não se mostrou tão forte nos outros lançamentos, mas que ficou mais aparente em “Graveside Confessions”, seu oitavo álbum de estúdio.
No momento em que a pandemia afastava todos da cena musical e prejudicava muitos, o Carnifex foi para o estúdio, e o baterista e membro fundador Shawn Cameron gravou e projetou o álbum, enquanto a mixagem e masterização foram feitas por Mick Kenney (da banda britânica extrema, Anaal Nathrakh). Aliado a Scott Ian Lewis (vocais), Cory Arford (guitarra) e Fred Calderon (baixo) a banda conseguiu reunir todos os elementos para um som extremo e de ótima qualidade.
Começando com o pé na porta, a faixa-título já traz o melhor do blast beat e os vocais alternando entre o gutural e o rasgado, com breakdowns de deixar qualquer um com o pescoço machucado. Na sequência “Pray for Peace”, que saiu como single, evoca o lado Black Metal com sinfonias e a alternância dos vocais, além de é claro, mais uma sessão de breakdowns de arrepiar.
“Carry Us Away” mistura elementos dos 3 estilos mais marcantes da banda, com passagens de teclados e velocidade do Black Metal, os vocais guturais e peso do Death Metal e as viradas de bateria do Deathcore. É um ótimo exemplo de como a banda consegue unir vários gêneros sem soar perdida e sem uma identidade.
Os fãs de longa data irão apreciar o trabalho, certamente, e aqueles que abandonaram o som, devido à presença maior na cena Deathcore, devem dar uma nova chance à banda, já que eles retornaram com uma roupagem diferente e até melhor. O que fica é a esperança de que eles mantenham a qualidade desse disco e se fortaleçam ainda mais no som sombrio e demoníaco.
Lucas David







