
Cavalera Conspiracy – “Psychosis” (2017)
Napalm Records | Hellion Records Brazil
#ThrashMetal, #GrooveMetal
Para fãs de: Sepultura (antigo), Nailbomb, Slayer, Ministry
Nota: 8,5
Desnecessário falar da importância e do potencial que os irmãos Cavalera possuem, e principalmente na capacidade genial de Max Cavalera compor tantos riffs estupendos sem se repetir em NENHUM deles. Isso é coisa de genialidade alienígena, não é possível! Como o cara consegue?
Ficar comparando com algo do passado toda hora acho meio sacal, mas dessa vez não tive como evitar. A sonoridade, agressão e violência do “Beneath The Remains” (1989) me veio logo nos primeiros segundos da brutal “Insane”. Não só nela, mas as três faixas seguintes, “Terror Tactics”, “Impalement Execution” e “Spectral War” são tão brutais, violentas, sanguinolentas e cativantes que nos leva de carona num tanque de guerra para a época de ouro do Sepultura. Ouvir todas essas na sequência é o mais próximo do que chamamos de “massacre”.
Na segunda metade do álbum já temos uma sonoridade um pouco mais voltada para o Nailbomb, com algumas influências de industrial aqui e ali, algo mais complexo e não tão brutal. A excelente e complexa “Crom” até tem sua brutalidade, se tornando naquela faixa que fica em cima do muro perante as duas partes bem distintas do álbum. Já a cadenciada “Hellfire” e a cacetada “Judas Pariah” são totalmente Nailbomb com Ministry. A faixa que dá nome ao álbum, ao meu ver, é a mais tribal, experimental e viajante que compuseram na carreira, e sinceramente não me agradou muito. Fechando o álbum temos “Excruciating”, outra faixa mais “em cima do muro”, mezzo brutal, mezzo industrial, lembrando mais o Soulfly de “Enslaved” (2012).
Marc Rizzo (guitarra solo), da mesma forma que no último álbum, não apareceu tanto, da mesma forma que o atual baixista Nate Newton, que também sumiu. Mas a palavra “coadjuvantes”, com todo respeito, explica isso (risos).
Ótimo álbum, com produção bem melhor e mais limpa que o álbum anterior, que ganharia um dez se fosse na mesma pegada das cinco primeiras faixas. Não que as outras sejam ruins, pelo contrário, são ótimas (exceto a faixa título), mas a quebra de clima dá uma bela “engasgada” na audição, mesmo não comprometendo o todo. Não me entendam errado, Nailbomb e Ministry são sensacionais, mas a energia que a primeira metade do álbum passa ao ouvinte deixa sequelas profundas (risos).
Johnny Z.





