
WACKEN OPEN AIR: Um verdadeiro sonho de consumo
Texto e fotos por Rafael Marigo (Colaborador)

Para esta, que foi a edição de 30 anos do Wacken, era de se esperar headliners como Iron Maiden, Black Sabbath, Deep Purple, Scorpions, Motörhead com um Lemmy ressuscitado, mas não. Perguntavam a mim qual era a banda principal e eu simplesmente dizia que não havia uma só. O único grupo que se encaixaria na categoria é o Slayer, atualmente em turnê de despedida, porém, levando em consideração o line-up de anos anteriores, esperava-se por algo mais grandioso. Mas tudo bem, não é por isso que o Wacken deixou de ser o maior festival de metal do mundo — por mais que o line-up do Hellfest estivesse melhor, só o Wacken esgota todos os ingressos em menos de dois dias.
A despeito do início programado para 1º de agosto, um dia antes rola o pré-Wacken, que este ano contou com Rose Tattoo, U.F.O. e Uli Jon Roth. Nada de show nos palcos principais, mas foi bom para a galera já ir se acomodando, escolhendo o melhor lugar para armar a barraca — sem duplo sentido, ok? Por motivos de logística e cansaço, meu amigo Tiago Claro e eu chegamos somente no dia 1º mesmo, após dois dias em Frankfurt à procura de chip e barraca — coisa que se pode adquirir no próprio festival, mas sob o risco de não encontrarmos, preferimos não arriscar.

1º dia:
Transporte:
Estávamos em um hostel em Hamburgo, com a opção de ir de trem até a cidade de Itzho e de lá pegar um ônibus para o Wacken. Calculamos que um Uber sairia 90 Euros. Encontramos um argentino no hostel que também iria para o Wacken e decidimos rachar este valor. Sairia quase mesma coisa e evitaríamos qualquer contratempo. No dia seguinte era reportado nos grupos de WhatsApp um enorme trânsito. Demos sorte, não pegamos nada. O Uber pegou no máximo uns 5 até nos deixar no credenciamento de imprensa. Bem credenciados, bora para o acampamento. Como estávamos como imprensa, tínhamos um acampamento separado. Uma coisa ruim era a distância, sempre quando queríamos ir do festival para o acampamento era necessário pegar um shuttle que passava de 15 em 15 minutos pelo menos, que era um ônibus bem legal, uma viagem de no máximo 8 minutos, de manhã lotava, ia uma galera em pé e as vezes era necessário esperar outro vazio, porém a tarde era bem mais tranquilo. Após o credenciamento, fomos a pé, e, na boa, é longe, ainda mais com barraca e toda bagagem em mãos, chuto que andamos uma meia hora. Foi doído, mas chegamos, bem bora armar barraca ajeitar as coisas, receber as boas-vindas de um alemão gente boa com uma lata de Beck’s edição Wacken XXX quente (tivemos que tomar para não fazer desfeita né… rs).
Chegando na Metal Land:
Ao descer do ônibus na área de imprensa, vejo a Doro dando entrevista. Tirei umas fotos, carreguei o cartão que o argentino tinha dado a dica (que só funciona dentro da Área VIP, e só fui saber disso depois, ainda bem que tinha colocado pouco dinheiro).
Passo pelo portão principal, olho para minha volta, e, porra, o sonho de adolescência está realizado…
A primeira banda que ouço tocar enquanto ando foi o Beyond the Black, porém eu e meus dois companheiros precisávamos comer algo e conhecer a vila do Wacken. Fomos ao palco Beergarden, onde comi um lance de pernil com pão e tomei minha primeira cerveja. O palco é o único em que você come enquanto assiste ao show, um clima das feiras de food truck que se tornaram populares nos últimos anos na região de São Paulo.
Testament:
Uma banda para ninguém botar defeito. Setlist recheado de clássicos. Alex Skolnick sempre destruindo na guitarra. Única queixa: trazendo o mito Steve Digiorgio no baixo, era um absurdo o instrumento estar tão inaudível.
Hammerfall:
É impressionante a moral que os suecos têm no festival. Show lotado, cenário lindo, iluminação, fogos. Banda impecável também. Setlist repleto de clássicos com direito até a música tema do seriado Game of Thrones.
Airbourne:
Antes de conferir o som do “novo AC/DC”, fui conhecer o palco Wasteland, baseado no filme Mad Max. O Airbourne é fantástico, uma das melhores bandas da nova era. Joel O’Keeffe é um frontman de fazer inveja a qualquer um. Que energia no palco! A banda, impecável. O show, tão gostoso de assistir que até quem nunca ouviu falar da banda acabaria gostando.
Merchandising:
Fui tentar comprar uma camiseta do festival, e vi uma do Rage linda da turnê. O preço variava de 20 a 25 Euros. A do Wacken que eu queria custava 20 e a do Rage 25. Como não estava nadando em dinheiro, só deu para comprar uma do evento, porém a que eu queria mesmo era uma vermelha, linda demais, que já não tinha mais, isso ainda no primeiro dia “oficial” do evento. Estava esgotada também uma toalha, coisa linda, 15 euros. À noite as camisetas já haviam acabado. Ponto negativo para o evento, pois faltar a camiseta oficial, deixar acabar no primeiro dia, um festival de 30 anos, como não se calcula isso? Obviamente iriam vender, iriam lucrar, realmente não consigo entender como um festival super bem organizado comete um erro primário desse, que prejudica a eles mesmos mais que a qualquer um, mas beleza.
Sabaton:
Marcada para tocar nos dois palcos principais, ninguém sabia em qual dos dois a banda se apresentaria. Quem é fã deve ter ficado aflito, sobretudo quem queria pegar grade. O show se inicia no palco da esquerda (Faster), plateia abarrotada até fecharam o acesso, porém dava para ver de longe quem não conseguiu adentrar o recinto. No início do show vi o maior espetáculo de luzes da minha vida; luz para todo canto, fogos. Muito bem planejado e executado, o cenário era digno de filme, com direito a tanque de guerra e tudo. Como estava bem longe, não consegui ver direito, só depois nos vídeos e fotos. Que coisa linda, sem contar o coral composto por homens em indumentária de guerra. Não sou fã do Sabaton, mas imagino que tenha sido o show da vida deles.
Dark Funeral:
Que palco lindo! O tamanho é bem legal, diante do qual devem caber umas 4 mil pessoas fácil. Todo um cenário, jogo de luzes e fogos de fazer inveja também. Muito bom este vocalista atual. Apesar de não ser muito fã de Black Metal, gosto de coisa bem tocada, bem-feita, e o Dark Funeral faz muito bem tudo isso!
Sabaton (continuação):
De volta para o palco Faster, lá está uma japonesa tocando violoncelo lindamente. Demorei para perceber que aquele som lindo e distorcido vinha do seu instrumento, e não de uma das guitarras. A musicista em questão é Tina Guo. O Sabaton tocou as duas últimas com ela, em clima de despedida, com a sensação de dever cumprido dos integrantes. Hora de voltar para o acampamento.
Estrutura do acampamento:
O local de banho tem portas individuais, você tem que ficar segurando o botão praticamente a todo momento para a água cair, o que é bom para ninguém ficar enrolando. Na hora de se trocar, você corre o risco de ver um peladão, o que já se espera num acampamento. De noite está bem vazio, pela manhã há uma grande fila para o banho; isso tanto no banheiro da imprensa como no geral, praticamente a mesma quantidade de filas e tal.
2º dia:
Acordo cedo e todo dolorido. Minha ideia é ver o Jinjer, mas doeu ter que escolher entre eles e o Equilibrium.
Jinjer:
Uma das bandas mais esperadas por mim no evento. Passei pelo Equilibrium, vi de relance uma música, tive aquela sensação de “vou perder, fazer o que?” O Jinjer desfilou seus clássicos, Tatiana Shmailyuk é uma frontwoman fantástica, a banda realmente casa com o festival. Entrei no meu primeiro mosh pit alemão. É estranho que eles só ficam rodando, mas mesmo assim não se pode vacilar, pois sempre tem um bêbado querendo pagar de machão e altos empurrões.
Queensryche:
Não conhecia o vocalista atual da banda, e olha, conseguiram um cara que canta exatamente igual ao Geoff Tate. No repertório, só clássicos. Eu queria ir embora no meio para descansar e não conseguia. Bem no final do show, peguei o shuttle de volta, para tentar descansar uma horinha para conseguir ver pelo menos o final do show do Cradle of Filth.
Contratempo:
Consegui dormir, acordei com o celular despertando e uma chuva média caindo. Sigo para a fila do shuttle e vejo o organizador explicando para um grupo de alemães em alemão que eles não poderiam voltar para o festival pois estava prevista uma “tempestade de raios”. Fiquei indignado, iria perder muita banda bacana nessa tarde. Voltei para a barraca, não aguentei 5 minutos e retornei à fila do shuttle. Para minha sorte, esperei mais 15 minutos e o shuttle nos recolhe rumo à Metal Land!
Chegando lá, era verdade mesmo, evacuaram legal a galera e os shows da tarde que puderam ser foram remarcados. Bandas como o Evergrey cancelaram. Cradle, Black Stone Cherry, Body Count e outras mudaram seus horários. Felizmente, o aplicativo do festival estava sempre atualizado.
Black Stone Cherry:
Essa é uma das bandas que eu conheço pouco e gostaria de conhecer mais ao vivo. Que bom gosto, músicas de altíssima qualidade, solos de guitarra executados pelo vocalista com perfeição. O guitarrista loiro tem uma presença de palco incrível, cativa qualquer um. Banda muito boa, e até agora ganhou como o melhor som do festival: peso e altura na medida certa, e detalhe para a tradutora de libras que ficava à esquerda do palco traduzindo ao vivo as letras, achava que ela estava fazendo uma participação exclusiva para eles, mas nada, várias bandas tinham a simpática moça.
Savage Messiah:
Primeiro show que assisto no palco Westland Stage, o Savage Messiah é uma das bandas que conheci pesquisando o set e me chamou a atenção. Banda de jovens, galera com energia mandando super bem, a plateia, apesar de reduzida, tinha uma galera agitando demais (“somos poucos, mas somos os melhores”).
Anthrax:
Alguém já ouviu falar de um show ruim do Anthrax? Um show com a galera morna? Bem, a banda fez como sempre sua linda lição de casa. Plateia abarrotada de gente, moshs para todo lado. Cativante até para quem não conhece muito a banda.
Within Temptation:
Que palco lindo! Um cenário maravilhoso, um show de pirotecnia e luzes. Sharon é fantástica, o som não estava muito bom, sem peso, mas vamos lá né, tocaram seus clássicos básicos, menos “Ice Queen”, o que decepcionou legal. Para mim, “Ice Queen” é um dos maiores clássicos do metal, uma música linda, que funciona e muito ao vivo. Foi tipo o Judas Priest não tocar “Painkiller” ou o Iron Maiden não tocar “The Trooper”, mas fazer o que?
Demons & Wizards
Pense numa plateia abarrotada, nível Sabaton no dia anterior. Presenciei o show de longe, pois também queria ver um pouco do Meshuggah. Palco todo enfeitado, com cenário e tal. Como Hansi Kursh canta, ele é demais!
Meshuggah:
Consegui ficar em um canto estratégico. Estava extremamente alto o som, ouvi até um brasileiro falando que, quando vinha as palhetadas, os ouvidos doíam. Ao mesmo tempo ouvia bem de leve o Demons quando o Meshuggah parava. Dava para ver a banda e ao mesmo tempo o telão do Demons, porém não sou tão fã; é uma banda que tenho curiosidade, que tenho a missão de conhecer melhor. O palco é algo único, bem escuro com iluminação feita no time code (programada para cada momento da música). Uma banda realmente super profissional nessa questão, porém, como dito acima, não conheço muito e realmente fica difícil de curtir o som. Acho que os fãs vão me entender: para quem não conhece realmente é uma banda difícil de se ouvir.
Alimentação:
Os preços são um pouco mais caros que o das ruas alemãs. Um kebab sem batata ou refri por 6 euros. Cerveja Beck’s lata de 4 a 5 euros, fora o copo retornável que custa 1 euro. Comida chinesa a 8 euros, hambúrguer e batata frita a 10. Tudo realmente mais caro, mas nada fora do esperado.
Slayer:
Pronto, é chegada a hora do grande show do festival. Às 22:45 em ponto começa o show de luzes. “Repentless” abre, fiquei meio longe por causa do cansaço e da perna, me segurando para não brincar nas rodas, que olhando para o telão eram incontáveis. Slayer é Slayer né, só porrada, show muito para a frente, banda sempre foda e tocando com ódio. Mudei até de lugar para ver o espetáculo de luzes de ângulos diferentes. O encerramento vem com “Angel of Death”.
Opeth:
Não conheço muito a banda, ouvi alguma coisa de sua fase Death, porém só tocaram coisas da fase mais moderna, um lance mais filosofal. Como não conheço muito essa parte, não curti muito, achei muito sem ânimo. Até meu amigo que estava presente que é fã da banda também não curtiu muito.
3º dia
Neste dia acordo e vou conhecer a “famosa” embaixada brasileira no Wacken. Chego lá e encontro a galera fazendo churrasco com carne de vaca? Sim, na Alemanha isso é muito raro…
Battle Beast:
A maior surpresa do festival para mim. Conhecia pouco a banda, sai de lá fã. Pela primeira vez fiz na vida fiz um crowd surfing. A vocalista Noora Lauhimo é uma frontwoman fantástica, canta demais, mas muito mesmo. Não aguentei e tive que colocar para ouvir a banda agora enquanto escrevo. É um daqueles shows que você lembra e te faz querer voltar no ano seguinte. Os finlandeses não reinventaram a roda, mas que som gostoso e bem feito fazem.
Uriah Heep:
Apesar de só ter o guitarrista Mick Box da formação original, os britânicos continuam mandando muito bem. Seu último registro, “Living the Dream”, está muito bem feito. A banda entra sob um sol escaldante e com um som bem baixo, para a nossa decepção. Isso, sério, me chateou legal tanto que uma hora sentei no gramado. Terminaram com o clássico dos clássicos “Easy Livin’”.
Myrath:
Meu amigo Tiago Claro passou o resto da viagem cantando “No Holding Back”. É realmente difícil descrever o Myrath, a banda em si é perfeita, presença de palco, destaque para o carisma do vocalista Zaher Zorgati. Que lindo cenário, show de fogos, luzes, som perfeito, sem contar as intervenções, a mulher com a dança egípcia, depois, sobe mais dois caras com fogos, espadas. A única coisa ruim é que não poderia ficar até o final, pois estava louco para ir ao palco Louder ver o Avatar!
Avatar:
Cheguei no meio do show e já peguei a clássica “The Eagle Has Landed”, o carro chefe da banda. Já tinha visto algumas apresentações da banda no YouTube, e é aquilo que esperava: um show fantástico, algo quase teatral. Fico até com inveja dos caras bangueando, nem no meu auge adolescente eu conseguiria fazer aquilo sem travar… rs O vocalista Johannes Eckerström é praticamente um ator no palco, sempre carismático e brincando com a plateia. Com o show prestes a acabar, parto rumo ao meet & greet do Rage. Pelo caminho vejo o Powerwolf, banda que está grande demais na Europa, a galera curte muito, visual e som bem bacanas inclusive. Só não entendo tamanha veneração.
Meet & Greet:
Eu era o quarto da fila, tinha um casal de russos e um espanhol em minha frente. Durante a espera teve o show de aniversário de 30 anos (que fiquei sabendo só depois que era isso que estava rolando) e apareceram o nome das bandas confirmadas no ano que vem. Pensa em um fogo quente, estava anoitecendo o efeito ficou lindo, infelizmente como estava na fila não consegui ver o telão, depois vi este show e realmente foi lindo, mas o Wacken é assim: sempre você terá que sacrificar algo em benefício de outro, e, na boa, eu estava lá por causa do Rage. Foi ele a fagulha que precisava para que eu fizesse todo o esforço financeiro (e físico nesta hora) para ir para o festival. Comprei o CD para a banda autografar e estava com a camiseta. Sou recebido muito bem, a galera fica em média uns 20 segundos conversando e colhendo as assinaturas. Não vi ninguém para te apressar, mas o bom senso faz toda diferença, e é isso, para conhecer a banda basta ficar na fila; supersimples e “de graça”.
Parkway Drive:
Essa foi uma daquelas bandas que conheci pesquisando o line-up do festival. Não vou dizer que virei fã, mas passei a curtir demais, vira e mexe me pego ouvindo, estava realmente esperando este show. As luzes decepcionaram um pouco, estava bom, mas as outras bandas estavam mais legais. Som perfeito e porrada nas caixas, a banda inicia sua primeira música sem o baixista, que aparece numa cadeira de rodas. Comentam que ele está se recuperando e chamam a mãe dele, a quem agradecem por ter levado ele até lá e, em seguida, ela se joga na plateia e vai embora de crowd surfing, inclusive passando por cima de mim que estava bem longe da grade. Os australianos vão jogando todo seu ódio nas guitarras, banda meio parada, mas tipo, está ótimo já, via pelo telão vários pontos de mosh, galera curtindo muito. No meio do show, senti o cansaço bater e quis ir para o fundo, olho para trás e tem um mar de gente, não deu outra fui de crowd surfing. Olhei para trás, fiz o gesto e fui passeando pela galera, complicado que caí no meio do mosh, mas de boa, a música acabou e consegui terminar a “viagem” em paz. Terminei de ver o show sentado no fundo, queria “guardar” perna para o Rage. O Saxon seria a próxima atração, mas como não sou muito fã da banda e estava um frio daqueles, decidi ir para a área de imprensa, ficar perto da fogueira aproveitar o Wi-Fi para falar com a família. Internet 3G/4G no festival é horrível, 75 mil pessoas usando o celular não teria como ser diferente.
Saxon:
Vi a maior parte do show na área de imprensa, pois queria pegar a grade do Rage. Conheço pouco de Saxon, mas quando cheguei só ouvi os clássicos. O palco estava lindo, realmente uma banda muito boa ao vivo.
Rage:
A última banda do Wacken XXX, e que honra para a banda, uma de minhas preferidas, prestes a entrar no palco, e eu estou na grade. Pensei comigo mesmo que a única banda do festival de que seria capaz de fazer uma resenha completa música por música seria o Rage, por motivos óbvios: era a única banda do festival que eu conhecia todas as músicas do início ao fim. Fico esperando uns 45 minutos, um europeu ao meu lado oferece uma dose de Jaggermeister com energético em troca de um gole do meu Corote – sim eu levei um Corote – e vamos nos esquentando do nosso jeito. À exata 1:45 se inicia o último show do Wacken XXX. Ouço o piano de “From the Cradle to the Grave” e vem a sensação de vitória. Consegui! Orquestra no fundo, luzes formando um cenário lindo, e Rage, porra! Sempre via a banda no festival pelo YouTube, parece idiota (e é) mas sempre via o Peavy gritando “WACKEEEEEENNN” e tinha a vontade de responder junto com a galera. Bem, realizei isso também. Em relação ao setlist, não quis ver antes, como sabia que o show era com orquestra, achei que iriam tocar as músicas dos três álbuns clássicos de 1996 a 1999, só que não: tocaram o “XIII” na íntegra, o mesmo álbum que tinha comprado no m&g. O show estava bem bacana, o único orquestrado do festival, não tinha referência da qualidade do som pois estava na grade, mas disseram que estava ótimo. Meu amigo que mal conhece a banda achou bem bacana. Na minha opinião, o repertório decepcionou um pouco, pois eu estava com expectativa de ouvir músicas de outra época. “XIII” é um ótimo álbum, porém tem músicas muito calmas no meio, lindas, mas para show, ainda mais para quem não é fã da banda, fica estranho, mas tudo ocorreu da forma mais perfeita possível. Nosso conterrâneo latino Marcos Rodriguez toca demais, é muito gostoso ver ele no palco, tocando com o coração! No final, mandam a única fora do álbum: “Higher Than The Sky” para fechar o festival. Outro sonho realizado de cantar seu incansável refrão junto com a galera do Wacken. O show termina, a banda se despede, aparece um vídeo do Wacken com as atrações do ano que vem, e é hora de se despedir, agradecer e voltar para dormir a última noite do ano na cidade de Wacken!
Conclusão:
O festival é exatamente aquilo que eu imaginava (após anos pesquisando, lendo comentários, assistindo vídeos); portanto, é fantástico. O tempo ajudou bastante, não foi aquele lamaçal como falam nos dias de chuva, e nem aquela poeirada de quando não chove. Chovia bem de leva à noite, então o solo ficava úmido, demos muita sorte. Volto ano que vem? Com certeza não, o bolso não deixa, mas quem sabe em 2021? Agradeço a quem leu até aqui, este foi o relato de um fã de metal para fãs de metal. Espero que tenham gostado. Forte abraço a todos!





























































































































