
Comaniac – “Holodox” (2020)
Metalworld Switzerland
#ThrashMetal, #HeavyMetal, #Crossover
Para fãs de: Angelus Apatrida, Havok, Warbringer, D.R.I
Nota: 9,0
Completando uma década de existência, os suíços do Comaniac surgiram como uma grata revelação com o excelente “Return to the Wasterland” (2015), um álbum que colocou a banda no radar de todo apreciador de Thrash Metal. O segundo trabalho saiu 2 anos depois, “Instruction for Destruction”, e não que tenha desagradado, mas mostrou um grupo estagnado, com pouca evolução sonora e aquela ponta de dúvida começou a pairar no ar, afinal, tudo o que não queríamos era um grupo de “um disco só”.
Logo após o anuncio que neste ano teríamos um terceiro ato vindo do Comaniac, encarei esse álbum com uma certa ressalva até o momento que pudesse escuta-lo inteiramente. Preferi me manter longe de qualquer single, videoclipe ou qualquer promoção para ”Holodox”, só queria ouvir numa tacada só e descobrir da forma mais antiga possível o que me esperava.
O álbum chegará às lojas e ao mundo digital somente em abril, mas posso apostar todas minhas fichas em que esse trabalho enfim colocará a banda em outro patamar mundial, não que o que temos aqui seja uma revolução sonora, mas o importante foi sentir que as composições de certa forma são mais impares, incomuns, sem que você possa apresentar qualquer sensação de: “Já ouvi isso antes”. Os suíços resolveram dar um passo para trás e olharam para dentro de si. As 9 faixas seguem uma cartilha de somos rápidos, “somos melódicos, mas desejamos ter novos ingredientes nesta velha receita” e é nessa parte que somos surpreendidos.
Músicas como “Art Is Dead”, “Narcotic Clan”, “Legend Heaven” e, principalmente, “Love and Pride”, prendem a atenção por sua genialidade incomum. O instrumental tem diversos andamentos, ora agressivo, ora com dedilhados que entram num piscar de olhos e que vão ganhando tons épicos, descambando para a volta da brutalidade, como um “troca-troca” infernal e de certo modo diferente do que vemos no estilo. A parte lírica segue um pouco a linha Crossover, falado, gritado, batendo um papo com o ouvinte, contando como este mundo anda problemático e cético ao sentimento do próximo.
“Holodox”, é como encontrar um velho amigo para uma cerveja e descobrir que ele está no caminho certo para o sucesso após quebrar a cara num relacionamento passado.
William Ribas





