
Ross The Boss – “Born of Fire” (2020)
AFM Records
#HeavyMetal, #HardNHeavy
Para fãs de: Manowar , Judas Priest, Hammerfall
Nota: 9,0
Enquanto o Manowar ultimamente vem sendo notícia pelas polêmicas em que se envolve, e não pela sua música (infelizmente), Ross The Boss, guitarrista fundador do grupo, chega ao seu quarto trabalho solo. Ou como ele mesmo diz, da banda que leva seu nome. “Born of Fire” traz aquele Heavy Metal tradicional e típico dos anos 80, mas com uma produção bem atual deixando o conteúdo do trabalho forte e intenso. E se o álbum anterior, o ótimo “By Blood Sworn”, lançado em 2018, já mostrou que toda a bagagem e talento de Ross “The Boss” Friedmann em criar músicas marcantes estavam intactos, neste novo trabalho podemos dizer que esses atributos não apenas se mantiveram como tiveram um acréscimo de qualidade! “Born of Fire” é um baita disco de HEAVY METAL!
Junto ao o lendário guitarrista, estão o baixista Mike Lepond (Symphony X), o baterista Steve Bolognese e o vocalista Marc Lopes (que possui um timbre mais agressivo e rasgado), ou seja o mesmo time que vem acompanhando The Boss durante suas turnês. E o resultado disso é um álbum vibrante, poderoso e totalmente Heavy Metal. E, com todo respeito ao Manowar, “Born of Fire” se aproxima dos clássicos gravados por ele com o grupo entre 82 e 88. Não estou dizendo que se equipara, mas chega muito próximo disso. E a faixa de abertura, a rápida e mortal “Glory to the Stain” já mostra isso. Os riffs criados por Ross mantém aquela atmosfera oitentista que os fãs do “true” metal tanto veneram. A cozinha de LePond e Bolognese mostra toda sua técnica em “I Am the Sword”, onde o vocalista Marc Lopes também merece destaque. Cabe ressaltar que apesar do grupo levar o nome do guitarrista, ele trabalha em favor da música, nunca deixando o ego aflorar, algo que muitas vezes acaba tomando maior forma atrapalhando o coletivo.
“Fight the Fight” mostra de onde bandas como Dream Evil, Hammerfall e tantas outras buscaram inspiração. Assim como a ótima “Denied by the Cross”, onde uma certa levada Hard acaba aparecendo durante a execução da faixa, que tem em Marc Lopes seu grande destaque. “Maiden of Shadows” é outro momento anos 80. Mais cadenciada, a faixa apresenta aquele andamento marcado, ancorada pelos riffs certeiros do mestre The Boss. A faixa título é uma das mais pesadas, mas ao mesmo tempo, traz linhas mais melódicas, o que cria um clima muito interessante.
Ainda podemos citar “Demon Holiday”, com uma pegada Hard bem explícita, “Godkiller” outro momento pesado e cadenciado, e “Undying” que apresenta uma perfeita junção do Metal e do Hard. “Born of Fire” é um baita disco de HEAVY METAL. Com letras maiúsculas mesmo. Seria interessante que Joey DeMaio escutasse esse álbum com atenção.
Sergiomar Menezes





