
Commander – “Fatalis (The Unbroken Circle)” (2018)
MDD Records
#DeathMetal, #ThrashMetal
Para fãs de Entombed A.D., At The Gates, The Crown
Nota: 9,0
Aos energúmenos acéfalos funcionais que bradam aos quatro cantos a morte do Metal, saibam que ele passa muito bem e respira sem a ajuda de aparelhos. Os alemães do Commander, apesar do evidente “approach” Death Metal, tem uma certa cadência de Metal tradicional em sua estrutura e louvavelmente salientam essa característica em “”Fatalis (The Unbroken Circle)”, seu álbum de renascimento.
Sim, é isso mesmo. Dez anos separam seu álbum antecessor (“The Enemies We Create” de 2008) deste mais recente. Uma década de hiato absoluto funcionam como um ressurgimento, a purificação através da música brutal, por isso é sempre bom lembrar que o tempo irrelevante quando se trata de Metal orgânico e genuíno, independente de qual segmento seja.
Todos esses anos de repouso revelam uma manda amadurecida, furiosa, e “Fatalis (The Unbroken Circle)” é aquele tapa de mão aberta na cara do ouvinte. Death Metal bem estruturado, com apego melódico (mas nada de “meloso”, é sempre bom frisar), onde o peso se encontra num limiar de agressividade que transcende o barulho ingênuo e simples. O Commander age com certa similaridade a bandas da vertente sueca, tipo At The Gates, In Flames dos primórdios, The Crown, e outras, onde o Thrash, o Metal e o Death forjam um único esteio de sustentação.
“Fatalis (The Unbroken Circle)” transmite uma energia quase palpável. É um álbum que não foge da tradição, mas tem algo de incomum. Uma aura externa que erradia rispidez e intolerância emoldurada na forma da melhor música extrema. Este disco me cativou profundamente, e momentos como “Locust Infestation”, “New Slave Democracy” e “Invidia” serão lembrados em toda sua magnitude daqui a mais dez anos no mínimo. É o Death Metal atravessando eras. Fortemente indicado!
Ricardo L. Costa





