
Coroner – “No More Color” (2018) (Relançamento)
Columbia Records | Nuclear Blast
#ThrashMetal, #TechnicalThrashMetal
Para fãs de: Annihilator, Atheist Band, Kreator, Voivod
Nota: 9,5
Nem só de Celtic Frost vive o metal suíço. Dentre os nomes mais vanguardistas daquele país está o Coroner, uma banda de ligações estreitas com o Celtic Frost, afinal Tom G. Warrior fez os vocais da primeira demo-tape da banda.
O Coroner sempre foi uma espécie de desajustado dentro do Thrash Metal. Não que seu trabalho fosse de qualidade inferior, mas por eles não seguirem a cartilha de nomes europeus tidos como modelos a serem seguidos (leia-se Kreator, Destruction e Sodom).
Depois de dois álbuns sólidos, o trio formado por Ron Royce (baixo e vocais), Tommy T. Baron (guitarras) e Marquis Marky (bateria) apresentava em “No More Color” (1989) o processo final da metamorfose de seu Thrash Metal técnico, refinado, de geometria progressiva, mas sem deixar de ser brutal, agressivo e coeso.
Nesse sentido, “Mistress of Deception” e “Last Entertainment”, faixas presentes neste disco são os exemplos perfeitos de onde a ousadia inteligente do trio os permitia chegar com sua música, de maneiras bem distintas.
Musicalmente, foi neste disco que apararam as arestas dos elementos característicos de sua identidade, como as dobras de baixo e guitarra, as variações de tempos e ritmos, a virtuose neoclássica, e a bateria fugindo dos padrões lineares com técnica e determinação.
A passagem de “Die by My Hand” para “No Need to Be Human” no início do álbum já nos mostram como o Coroner era hábil em ir da música rápida , pesada, e complicada para os momentos atmosféricos e lentos; enquanto “Read My Scars” e “D.O.A.” te darão uma dica de onde vieram algumas das influências do Death Metal moderno. Já “Tunnel of Pain” dá a forma definitiva do que se definiria como Technical Thrash Metal.
Com o processo de maturação atingido neste “No More Color”, que acaba de ganhar um bem-vindo relançamento, o Coroner estava pronto para enfim cunhar sua grande obra-prima da discografia que chegaria em 1991, intitulada de “Mental Vortex”. Mas esse “No More Color” não fica muito atrás.
Marcelo Lopes Vieira





