Corpsegrinder – “Corpsegrinder” (2022)

CORPSEGRINDER
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Corpsegrinder“Corpsegrinder” (2022)
Perseverance Media Group
#DeathMetal, #ThrashMetal

Para fãs de: Cannibal Corpse, Immolation, Morbid Angel

Nota: 8,0

Vamos começar pelo óbvio: todos os leitores, até mesmo os que não gostam de Death Metal, são familiares com o monstro George “Corpsegrinder” Fisher, vocalista do Cannibal Corpse. Seus vocais guturais, sua capacidade de headbanging e seu pescoço ficaram famosos na cena do Metal desde seus primeiros dias na banda (ele também foi vocalista no álbum “Imperial Doom”, do Monstrosity) e ajudaram a elevar o status do Death Metal a outro patamar.

Desaparecendo logo no início com a questão “porque Fisher lançou um álbum solo?”, “Corpsegrinder” é um disco do mais puro e selvagem Death Metal, com 32 minutos onde o vocalista mostra porque é tido como uma lenda no gênero. O mais óbvio ainda é que sim, todos nós queremos mais trabalhos excelentes como esse (menos o ranzinza Chris Barnes), certo?

As 10 faixas exibem composições diferentes do que o Cannibal Corpse já tenha feito antes e a co-produção de Jamey Jasta conseguiu trazer um mix da velha e da nova escola do Death Metal de uma forma que agradará a qualquer amante do gênero. O álbum traz Nick e Charlie Bellmore (Dee Snider, ex-Toxic Holocaust) na guitarra e na bateria, fazendo um trabalho digno dos melhores álbuns do Thrash/Death Metal, e ainda conseguindo sons que se assemelham a Morbid Angel e até um som mais Sabbathico com passagens de Doom Metal.

A faixa de abertura “Acid Vat” (com o incansável Erik Rutan nas guitarras) encapsula a pura e alegre violência oferecida aqui, sendo o tipo de Death Metal sem gordura que quebra pescoços e conquista novos convertidos em quantidades igualmente vastas. Como sempre, Fisher domina o primeiro plano com seu fluxo preciso e sem esforço, mas “Corpsegrinder” também tem a sensação autêntica de um verdadeiro esforço de banda. Novamente fornecendo ao nosso herói titular o cenário perfeito, “On Wings of Carnage” é uma aula de mestre em grooves grotescos e ameaça mórbida, com tons de Immolation nos riffs rápidos. Em contraste, “All Souls Get Torn” é uma nevasca indomável de dissonância dos anos 90 e batidas de quebrar o queixo que realmente não deveriam ser cativantes, mas que definitivamente são.

Corpsegrinder é, em sua essência, um disco de Death Metal de uma das vozes mais icônicas da cena. Nos últimos 30 anos, ele deixou sua marca no mundo com o Cannibal Corpse, e aqui é destilado em sua forma mais pura. Esta é uma pedrada de mais de 30 minutos de brutalidade que tem um groove de quebrar o pescoço, velocidade abrasadora e riffs cavernosos que nunca se desviam para o derivativo. Isso não é Death Metal para reinventar a roda; ele está aqui apenas para se divertir e, nesses termos, “Corpsegrinder” oferece muita diversão.

Lucas David

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