Crashkill – “Consumed by Biomechanics” (2020)

108962860_1717750975031846_2294582875262652881_n
Compartilhe

Crashkill “Consumed by Biomechanics” (2020)
Independente
#ThrashMetal#DeathMetal

Para fãs de: KreatorSodomOverkill

Nota: 8,0

Formada em Fortaleza em 2016, a banda CrashKill pratica um Thrash Metal vigoroso e agressivo, onde as influências vão desde o Thrash Alemão, o Thrash Americano, o Death Metal (em doses sutis) e o Hardcore. Esse “salada” entrega uma música com personalidade, com destaque para a rifferama proporcionada pelas guitarras, uma vez que estas estão timbradas na medida certa. Após lançar em 2017 o EP “Hate Zone”, o grupo voltou aos estúdios e agora em 2020 apresenta “Consumed by Biomechanics”, um álbum pesado, brutal e, porque não dizer, carregado de ódio em sua execução.

Renato Ferreira (vocal), Jean Pinheiro e Valter “DoomRiff” (guitarras), Fernando Gonçalves (baixo) e Buson Drummer (bateria) mostram no trabalho, um conceito voltado a um futuro apocalíptico gerado pela revolta das máquinas às atitudes nocivas do ser humano, como a própria capa e título do álbum entregam. Dentro da sonoridade do grupo é possível, em meio ao caos ríspido e brutal, encontrar momentos em que a melodia aparece de forma consistente, o que acaba remetendo, muitas vezes, ao Thrash Metal da Bay Area. Mas a banda tem personalidade, o que fica explícito na primeira faixa (ou melhor, segunda, já que a primeira é uma introdução chamada “Disconnect Humanity”), a rápida e certeira “Chaos Was Created”. Uma pegada a lá Overkill dita o ritmo, enquanto a cozinha capricha no peso. O vocal de Renato navega entre o mais agressivo e rasgado, criando linhas bem interessantes durante a execução da faixa. Na sequência, “Artificial Intelligence” mostra o lado mais próximo do Thrash alemão do grupo (Kreator e Sodom à frente).

O álbum é bem homogêneo, mantendo uma ótima regularidade, mas podemos destacar ainda faixas interessantes como “Digital Conflict”, onde um momento Destruction surge de forma direta, a faixa título, detentora de riffs agressivos e com uma levada mais cadenciada, destacando o entrosamento da dupla Fernando e Buson (baixo e bateria, respectivamente), sendo que na parte rápida, o vocalista Renato parece que vai estourara as cordas vocais, tamanha a raiva com que executa suas partes, “This is CrashKill”, uma faixa tipicamente Thrash, “Years of Darkness”, um dos momentos mais pesados do álbum e a versão remasterizada de “Killing Peace”.

Uma estréia em grande estilo do grupo cearense, que mostra maturidade e personalidade num trabalho bem composto e estruturado. Que mantenham essa pegada nos próximos álbuns!

Sergiomar Menezes

Compartilhe
Assuntos

Veja também