
Defiatory – “Hades Rising” (2018)
Black Lion Records
#ThrashMetal
Para fãs de: Testament, Savage Messiah, Megadeth, Slayer
Nota: 9,0
Uma capa mequetrefe dessa depõe contra qualquer um, porém, qual não foi a minha surpresa ao constatar logo no primeiro minuto de audição que puta banda de Thrash Metal temos aqui.
O Defiatory consegue soar pesado, agressivo e intimidador e ainda possuir aquele cacoete melódico, principalmente em algumas pontes e solos, que dão um charmoso e importante diferencial ao material. “Hades Rising” é aquele típico disco construído em cima de riffs, os quais são os elementos chave deste trabalho.
Palhetadas substanciosas criam um ritmo crescente, onde o poderoso vocal de Martin Runnzell (quase um Chuck Billy mais gutural) dramatiza em letras consistentes, sempre amparado por uma cozinha que não só toca pesado, bem como oferece a sustentação adequada às composições, unindo técnica e pegada em iguais proporções.
A impecável produção realça tudo isso que mencionei, sem nunca soar plastificada ou polida em excesso. “Dance of the Dead” reúne tudo aquilo que faz a alegria da turma do Thrash: riffs cavalgados, melodia e cadência, alternando com velocidade em momentos propícios. “Stronger than God” é Thrash com orgulho do primeiro ao último segundo. Uma das melhores do disco. A seqüência com “Death Takes us All” é Slayer puro (até o título da faixa remete a um grande clássico do quarteto americano). Se colocassem o Tom Araya pra cantar então, poderia integrar o repertório de “God Hates Us All” facilmente.
Esses são os destaques imediatos do álbum, porém “Hades Rising” é um trabalho que se garante por completo. Se não fosse a arte porca da capa, levaria um 10, pois eu preso muito a primeira impressão em um disco de Metal, mas não dá pra acertar todas. Confira sem pestanejar.
Ricardo L. Costa





