
Deliverance – “River Disturbance” (2018) (Relançamento)
Retroactive Records
#ProgMetal, #HeavyMetal
Para fãs de: Queensrÿche, Queen, David Bowie
Nota: 8,0
Depois de uma trinca calcada no peso e na velocidade de suas composições , “Deliverance” em 1989, “Weapons Of Our Warfare” em 1990 e “What A Joke” em 1991, o Deliverance em “River Disturbance” (1994) começou a se enveredar por outros caminhos em suas composições e acabou gerando o que muitos chamam de “creative years”, onde a banda se desprendeu de rótulos e de fórmulas.
Este não é um álbum para radicais ou pessoas menos propensas a aceitar fortes mudanças sonoras. Como dito acima, aqui não há praticamente nenhum resquício daqueles riffs rápidos e certeiros de outrora, mas em compensação há um Jimmy Brown cantando como nunca e explorando bem suas habilidades e limites vocais.
É um álbum marcado pela presença forte de faixas mais cadenciadas, riffs mais secos (mas ainda pesados), tais como em”River Disturbance” e “Belltown”, algumas mais melódicas e introspectivas, “Speed Of Light” e a emocional balada guiada por piano “You Still Smile”. Mas a verdade é que a maior surpresa foi a inclusão de “A Little Sleep”, onde a banda teve a participação do grupo de rap 12 Tribe. Os anos 90 e suas experimentações! Mas isso quer dizer que ficou ruim o resultado final? de forma alguma! Claro que a ‘tr00zada’ torceu (e ainda torce) o nariz, mas o groove da faixa é muito bom e não soa tão forçado e mecânico como alguma dessas experimentações feitas na época.
O álbum já tinha sido relançado em 2008, recebendo um novo projeto gráfico e faixas bônus, mas essa versão, traz a capa original, apenas com o logo modificado, e uma excelente remasterização, onde apesar do incontestável talento de Jimmy Brown, o destaque ficou com o professor, o mago das 4 cordas, Manny Morales. Ouça a balada acústica “Now and Then” e se surpreenda com as linhas de baixo criadas pelo músico.
Para quem gosta do bom e velho “bolachão”, “River Disturbance” está sendo disponibilizado pela primeira vez no formato. Só que não importa o formato, se o som será digital ou analógico, este é um trabalho que vai além de ser ouvido, ele precisa ser apreciado e sentido.
Márllon Matos





