Demons & Wizards – “III” (2020)
Century Media Records | Hellion Records Brazil
#PowerMetal, #HeavyMetal, #ProgMetal
Para fãs de: Iced Earth, Blind Guardian, Iron Maiden
Nota: 10
Expectativa, foi essa a sensação que tive ao ouvir o single, “Diabolic”, extraído do álbum que findaria o hiato de quinze anos do Demons and Wizards. Fiquei curioso com o que viria em “III”, um misto de desespero, aflição e até mesmo agonia por mais notícias e informações. Tal tortura chegou ao fim quando finalmente pude ouvir as 11 faixas do novo opus da dupla Schaffer e Kürsch.
A faixa de abertura, a já conhecida “Diabolic”, me remeteu a um retorno à “Heaven Denies”, é como se dissessem: “Estamos de volta”! Assim sendo, me senti confortavelmente abraçado pela nova trama, brilhantemente contada no álbum por Hansi Kürsch e o que antes era ansiedade, subitamente tornou-se excitação, assim que “Invencible” tomou seu espaço no trabalho, faixa essa que traz um ritmo diferente de tudo que a banda já fez em seus registros anteriores – inusitada, podendo até causar estranheza ao mais desatentos, mas dona de um refrão poderoso e cativante, que impacta e nos convida a mais audições.
“Wolves In Winter” quebra a calmaria anteriormente imposta. Pesada e visceral, semelhante a uma irada alcateia prestes a desferir seu ataque final, sem ares de misericórdia. “Final Warning” chega com seu clima soturno e suas melodiosas guitarras preparando o terreno para o peso que está por vir, peso esse potencializado pelos vocais e coros espetaculares. “Timeless Spirit” beira os 10 minutos de duração, mas não se engane, pois não há brechas para tédio. Seus violões e os vocais espetaculares de Hansi abrilhantam ainda mais a viagem épica que a faixa proporciona e sem sombras de dúvidas, uma das melhores de todo álbum.
Provavelmente “Midas Disease” seja a música que fará todos ficarem surpresos, justamente por ser a que mais se destoa das demais por causa do seu caráter Hard Rock. Não que ela seja ruim, longe disso, pois a mesma é praticamente um tributo ao Malcon Young e sabemos quando se trata de algo que tenha um pezinho de AC/DC praticamente existe a margem de erro zero de sair ruim. As ótimas “New Dawn” e “Universal Truth” são repletas de elementos progressivos, intrincadas e ricas em detalhes diferentemente de “Split”, que é basicamente um tributo ao Heavy Metal puro – uma música infernal em essência para balançar a cabeça e cantar junto com os punhos erguidos, e que tem em seus riffs um belo chute na bunda de qualquer modismo.
Com “Children of Cain” a emoção vai aos picos, ela é o justo e devido “gran finale” do álbum. Com seus pouco mais de 10 minutos literalmente voando e sintetizando tudo que foi ouvido no decorrer de “III” – melodias criativas, progressivas, inusitadas mudanças de andamento, peso máximo e um desempenho vocal acima de qualquer crítica. Você criticaria Deus? Nem eu!
Extremamente bem composto e executado, “III” por vezes assemelha-se a um ótimo filme ou livro, pois captura a atenção e emociona a ponto de tirar lágrimas daqueles que, assim como eu, ansiavam por um novo álbum por quase duas décadas. Suas dinâmicas e minúcias revelam todo o brilhantismo, técnica e genialidade de seus criadores.
Agora a nós, resta sonhar por uma turnê do Demons and Wizards em terras Tupiniquins.
Longa vida a Hansi Kürsch e Jon Schaffer!
Edson do Carmo (Colaborador)





