
Desaster – “Churches Without Saints” (2021)
Metal Blade Records | Mutilation Productions
#BlackenedDeathMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Behemoth, Belphegor, Hate
Nota: 7,5
Cinco anos após seu último lançamento, o aclamado “The Oath Of An Iron Ritual” (2016), os alemães do Desaster retornam com seu nono álbum de estúdio, Churches Without Saints, que chega destruindo tudo pela frente. Para quem já é familiarizado com o som da banda certamente vai adorar o disco, e para quem é novo, tanto com a banda como o estilo que praticam, esse pode ser uma ótima porta de entrada para todo o pandemônio sonoro do Desaster.
A formação hoje composta pelo vocalista Satanic, o guitarrista Infernal, o baixista Odin e o baterista Hunt, esse o mais novo integrante que substituiu Tormentor, consegue fazer um som que nos leva diretamente ao fim do mundo. As faixas parecem preceder o fim dos tempos com seu som pesado, rápido e cheio de ódio. Infelizmente esse som acabou ficando um pouco prejudicado na produção, que deixou o disco com um som meio abafado e durante toda a audição.
Falando das faixas, podemos destacar “Falling Trinity” que tem a velocidade do Thrash aparente desde os primeiros riffs. Destaque para o baterista Hunt que não diminui o ritmo em nenhum momento, com o bumbo duplo e os blast beats saltando aos ouvidos.
A faixa-título evoca o lado mais pesado e Doom Metal da banda, com destaque para o baixo que, aliado a bateria, ditam o ritmo e clima da música, e para a guitarra de Infernal, que mantem o clima “true norwegian black metal” durante todo o tempo.
“Hellputa” retoma o ritmo Thrash, com o baixo cavalgando e Satanic mostrando o porquê de ter esse pseudônimo. Sua voz parece ter vindo diretamente do inferno e quando para serve somente como abertura para um solo de guitarra matador.
“Primordial Obscurity” tem novamente a bateria cheia de blast beats e um riff de guitarra que evoca o headbanging na hora. Podemos notar nela, e quase na maioria das faixas, que banda deixou o lado Black Metal mais presente nesse disco, já que todos os elementos combinam para criar essa sensação de estarmos ouvindo algo lançado em 1994.
O disco é direto e sem firulas. Ele entrega o que sempre se espera da banda: um black/thrash selvagem e de alta qualidade, carregado de blasfêmias e ódio.
Lucas David





