
Death Chaos – “Conjuration of The Dead” (2021)
Roadie Metal Records
#DeathMetal, #SplatterMetal, #ThrashMetal
Para fãs de: Cannibal Corpse, Six Feet Under, Dying Fetus
Nota: 9,5
Oriundos de Curitiba e praticando um Death Metal bem tradicional, direto e extremamente bem feito, o grupo Death Chaos vem castigar (no bom sentido) nossos ouvidos com “Conjuration of The Dead”, seu novo álbum, que conta com 11 faixas que vão testar a resistência do seu ‘pescocinho’. Ah sim, adquirindo a versão física você ainda ganhará mais 3 outras faixas para download!
A banda não tenta reinventar a roda, seu Death é calcado na velha escola, bebendo direto na fonte de bandas como Cannibal Corpse e Six Feet Under, onde encontramos aqui todos os clichês do gênero: rifferama infernal, vocais urrados e muita violência. Porém, tudo aqui está incrivelmente encaixado e as canções são muitíssimo bem construídas. Nenhuma música fica “engessada” e a banda esbanja categoria nas mudanças de andamento, criando sessões interessantíssimas ao longo do massacre sonoro.
As letras denotam o quanto essa galera é fã de filmes trash e gore, com citações a clássicos do gênero e que deixariam George Corpsegrinder orgulhoso.
Quando a introdução começa e o grande e saudoso Zé do Caixão nos prepara para o podreira que segue, e você já sente que o negócio é sério. Belíssima e merecida homenagem!
Com a dobradinha “Prelude to Evisceration” e “Utterly Repulsive”, o massacre sonoro já começa mostrando a que veio, com uma coesão de cair o queixo. E outra citação/homenagem a outro ícone do terror, George A. Romero, temos “Only Ruins Remains”, com um baita riff maléfico e uma levada de headbangin’ obrigatório! A faixa título acelera um pouco as coisas, e novamente a banda surpreende com as variações de climas, ritmos e um refrão bem legal. Destaque para os diálogos na música, retirados do clássico filme Evil Dead (aquele do Ash e o Necronomicon). “Saw is Family” tem uma levada mais cadenciada, riffs extremamente funcionais e cativantes no meio da música. Já “Inside A Sealed Coffin” tem uma levada mais thrash e até o vocal de Denir “Deathdealer” dá uma variada bem interessante somados aos solos incríveis que fazem dessa uma das melhores do disco.
Em “Embodiment of Evil”, temos os riffs cortantes e uma levada que praticamente te obriga a bater cabeça, e mais uma vez a variação de ritmos e mudanças de andamento surpreendem. Para quem gosta de longos instrumentais, temos “Escalofrío”, inspirada no filme de mesmo nome e que também contém um diálogo do mesmo, mostrando ótimos climas e uma atmosfera mais soturna.
Finalmente temos “Blood Soaked Tales”, que encerra esse ótimo álbum com meio que um resumo de tudo que ouvimos aqui.
O Death Chaos fez um puta álbum, que para mim virou referência do estilo. A quem já é fã do Death Metal clássico extremamente bem tocado, bem composto e com a temática voltada ao terror e obras clássicas do gênero, “Conjuration of The Dead” é um prato cheio. E para o caso de quem não conhece ou não gosta do estilo, aconselho a darem uma ouvida nesse disco. É uma estupenda manifestação do metal extremo em sua natureza mais pura.
Fora o puta orgulho de ver um trampo tão bem feito musicalmente e liricamente em uma banda brasileira.
Thiago Barcellos





